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Sistema complemento e Leptospirose: entendendo o papel de C3 no fibrosamento renal causado pela infecção crônica de leptospiras patogênicas em modelo experimental murino

Processo: 18/26574-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Lourdes Isaac
Beneficiário:Leonardo Moura Midon
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Imunopatologia   Complemento C3   Leptospirose   Fibrose   Insuficiência renal crônica   Leptospira   Modelos animais

Resumo

A Leptospirose é uma importante zoonose causada por bactérias do gênero Leptospira. Está presente especialmente em países em desenvolvimento e de clima tropical ou ameno. Aproximadamente um milhão de casos são relatados a cada ano, dos quais em torno de 10% evoluem para óbito. O contato da água e solo com a urina contaminada, principamente de roedores, é amplificado em condições de saneamento inadequado e/ou enchentes. O indivíduo infectado pode ser assintomático, apresentar sintomas leves ou desenvolver formas mais graves da Leptospirose como a Síndrome de Weil, apresentando icterícia, insuficiência renal e hemorragias internas, podendo levar à falência renal e falência hepática. A doença renal crônica é uma patologia causada pelo fibrosamento renal, levando à sobrecarga dos néfrons restantes e a uma consequente falência renal. Sabe-se que a Leptospirose é capaz de levar ao fibrosamento renal, embora alguns mecanismos ainda não estejam esclarecidos. As leptospiras ativam a resposta imune inata e adaptativa, tais como: fagocitose, geração de anticorpos específicos e ativação do sistema complemento, entre outras funções biológicas. O sistema complemento faz parte da imunidade inata e adaptativa, sendo uma das primeiras formas de defesa do hospedeiro contra patógenos. Uma vez ativado, fatores quimiotáticos são gerados, atraindo para o local células inflamatórias. A formação do complexo de ataque à membrana sobre a superfície do patógeno pode causar sua lise. A deposição de C3b na superfície do patógeno e outras opsoninas facilitam a fagocitose. A produção de anafilotoxinas (C3a e C5a) permite também a liberação de mediadores inflamatórios de mastócitos e basófilos. Com a ativação deste sistema, a produção de anticorpos específicos é estimulada, conferindo maior proteção ao hospedeiro. Resultados anteriores do nosso laboratório sugerem que camundongos C57Black/6J deficientes de C3 desenvolvem nefrite intersticial após duas semanas de infecção, enquanto camundongos selvagens não apresentam esta patologia. O objetivo deste projeto é entender o papel do componente C3, proteína chave do sistema complemento, durante o fibrosamento renal causado pela infecção crônica de leptospiras. (AU)