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Efeito de solução e gel contendo uma nova cistatina derivada da cana-de-açúcar na erosão do esmalte e dentina in vitro

Processo: 18/22729-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia
Pesquisador responsável:Marília Afonso Rabelo Buzalaf
Beneficiário:Lethycia Almeida Santos
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Universidade de São Paulo (USP). Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Cana-de-açúcar   Bioquímica   Técnicas in vitro   Erosão dentária

Resumo

Devido à etiologia multifatorial da erosão dentária, existem várias possibilidades preventivas e terapêuticas. A saliva é um dos mais importantes fatores protetores envolvidos, também por contribuir para a formação da película adquirida. A incorporação de proteínas na película adquirida, através da sua adição a produtos odontológicos, como soluções para bochecho ou géis, por exemplo, pode afetar sua habilidade em proteger contra a erosão. Experimentos preliminares do nosso grupo revelaram que a canacistatina 5 (CaneCPI-5), uma proteína clonada recentemente da cana-de-açúcar, tem uma grande força de interação com o esmalte, sendo capaz de protegê-lo contra a erosão inicial. O objetivo do presente estudo será avaliar o efeito de soluções ou géis contendo CaneCPI-5, em diferentes concentrações, na proteção contra a erosão do esmalte e dentina in vitro. Serão confeccionados 120 blocos de esmalte e 144 blocos de dentina bovinos. Serão constituídos 4 grupos para as soluções [controle negativo (placebo, água deionizada), controle positivo (enxaguatório Elmex Erosion Protection, Colgate) e experimentais (soluções contendo CaneCPI-5 a 0,1 mg/mL ou 1,0 mg/mL)] e outros 4 grupos para os géis a serem testados [controle negativo (gel placebo), controle positivo (gel contendo 12300 ppm F como NaF) e experimentais (géis contendo CaneCPI-5 a 0,1 mg/mL ou 1,0 mg/mL)]. As soluções serão aplicadas por 1 min e os géis por 4 min. Saliva estimulada será coletada de 3 voluntários para formação da película adquirida (durante 2 h) sobre os espécimes. Depois, os espécimes serão submetidos a uma ciclagem de pH erosiva 4X/dia, por 7 dias. Cada ciclo constituirá de: imersão dos espécimes em ácido cítrico 0,1% pH 2,5 por 90 s, lavagem em água deionizada por 5 s, imersão em saliva artificial por 2 h e lavagem com água deionizada por 5 s. As soluções e geis serão aplicados durante a ciclagem de pH, 2X/dia por 1 min e 4 min, respectivamente, após o primeiro e o último desafio erosivo. Os espécimes serão imersos em saliva artificial overnight, completando cada 24 h da ciclagem. O desgaste (µm) será avaliado por perfilometria de contato. Os dados ser4ão analisados em relação à normalidade e homogeneidade, para seleção do teste estatístico apropriado (p<0,05).