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Efeito da superfície de titânio com nanotopografia sobre a interação entre osteoblastos e osteoclastos

Processo: 17/23888-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2019
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Cirurgia Buco-maxilo-facial
Pesquisador responsável:Márcio Mateus Beloti
Beneficiário:Rayana Longo Bighetti Trevisan
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/09349-2 - Análise do transcriptoma completo de osteoblastos e osteoclastos crescidos em co-culturas sobre superfície de titânio com nanotopografia, BE.EP.DR
Assunto(s):Implantodontia   Ósseointegração   Titânio   Osteoclastos   Osteoblastos   Nanotopografia   Células RAW 264.7   Técnicas in vitro

Resumo

A manutenção da osseointegração de implantes de titânio (Ti) baseia-se na remodelação óssea, que compreende um equilíbrio entre a formação de tecido ósseo por osteoblastos e a atividade de reabsorção desse tecido por osteoclastos. Nosso grupo mostrou que superfície de Ti com nanotopografia obtida através de condicionamento químico com solução de H2SO4/H2O2 é capaz de induzir a diferenciação osteoblástica tanto em condições osteogênicas como não-osteogênicas. No entanto, o efeito dessa superfície sobre a diferenciação e atividade de osteoclastos, e sobre a interação dos mesmos com células osteoblásticas ainda não foram investigados. Nesse contexto, nós elaboramos a hipótese de que a nanotopografia, além de favorecer a diferenciação osteoblástica, modula a interação osteoblasto/osteoclasto, inibindo a diferenciação osteoclástica. Portanto o objetivo desse estudo é determinar a influência da superfície de Ti com nanotopografia, comparada à superfície de Ti usinada (controle), sobre a interação entre células osteoblásticas e osteoclásticas. Para isso, avaliaremos: (1) o efeito da superfície de Ti com nanotopografia, comparada à superfície de Ti controle, sobre a diferenciação osteoblástica e sobre a formação e a atividade osteoclástica em culturas isoladas de células da linhagem MC3T3-E1 e RAW 264.7, respectivamente, crescidas sobre essas superfícies; (2) o efeito de células osteoblásticas da linhagem MC3T3-E1 sobre a formação e atividade osteoclástica de células da linhagem RAW 264.7 crescidas sobre a superfície de Ti com nanotopografia, comparada à superfície de Ti controle, em modelos de co-cultura indireta; (3) o efeito de células osteoclásticas da linhagem RAW 264.7 sobre a diferenciação osteoblástica de células da linhagem MC3T3-E1 crescidas sobre a superfície de Ti com nanotopografia, comparada à superfície de Ti controle, em modelos de co-cultura indireta; (4) o efeito do meio condicionado por células osteoblásticas da linhagem MC3T3-E1 crescidas sobre a superfície de Ti com nanotopografia, comparada à superfície de Ti controle, sobre a formação e atividade osteoclástica de células da linhagem RAW 264.7, e (5) o efeito do meio condicionado por células osteoclásticas da linhagem RAW 264.7 crescidas sobre a superfície de Ti com nanotopografia, comparada à superfície de Ti controle, sobre a diferenciação osteoblástica de células da linhagem MC3T3-E1. Os resultados gerados pelo desenvolvimento desse projeto poderão contribuir para o estabelecimento de novas abordagens terapêuticas, usando estratégias de modulação das atividades osteoblástica e osteoclástica, para favorecer a interação entre o tecido ósseo e biomateriais. (AU)