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Relações familiares sob a ótica de usuários da saúde mental

Processo: 18/25067-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia
Pesquisador responsável:Maria Ines Badaro Moreira
Beneficiário:Beatriz Venancia Dias Gonçalves Silva
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Assunto(s):Saúde mental   Reforma psiquiátrica   Relações familiares   Família   Desinstitucionalização   Entrevistas (psicologia)   Análise de conteúdo

Resumo

A inserção da família na atenção em saúde mental se constrói como cenário a partir das mudanças de paradigma ocasionadas pela Reforma Psiquiátrica. A partir da consolidação deste movimento, o cuidado em liberdade, a reinserção dos portadores de sofrimento psíquico na sociedade e seu retorno aos lares depois de longos períodos de internação psiquiátrica permite que sejam postuladas algumas questões sobre como o cuidado e as relações se dão neste núcleo, possibilitando que compreendamos a família como uma dimensão indissociável da vida do sujeito e a consideremos parte importante do processo de tratamento, recuperação e reabilitação psicossocial. Embora o núcleo familiar carregue historicamente o estigma de agente responsável pelo sofrimento psíquico, há um esforço para que esse imaginário social seja desconstruído. Atualmente as discussões buscam analisar o papel da família no tratamento, quanto esta está integrada com as equipes dos serviços substitutivos, sua participação nos Projetos Terapêuticos Singulares (PTS), os significados que emergem deste papel de cuidador e a sobrecarga atrelada ao cuidado, partindo sempre do ponto de vista dos familiares. A questão que se coloca neste trabalho é compreender estas relações, suas complexidades e desdobramentos do cuidado em família na Saúde Mental se constituem, como foram vividas por familiares de usuários dos serviços que estavam presentes no contexto de emergência do cuidado em liberdade e as entender sob o ponto de vista de usuários da saúde mental. A escolha pelos familiares e usuários serem os atores desta pesquisa implica na abertura de espaço para que eles sejam agentes da produção de conhecimento a respeito desta temática propondo a participação dos usuários na pesquisa em Saúde Mental. O enfoque principal é utilizar como referencial a experiência desses sujeitos, para tal, serão realizadas entrevistas semiestruturadas e uma análise documental histórica para criação de um retrospecto sobre o cuidado em família que produzirão materiais a serem analisados utilizando a técnica metodológica da Análise de Conteúdo.