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O papel funcional da proteína adaptadora RACK1 na organização dos microtúbulos e filamentos intermediários em mastócitos

Processo: 18/26510-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:Maria Célia Jamur
Beneficiário:Luiz Augusto Marin Jaca
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Mastócitos   Microtúbulos   Filamentos intermediários   RACK1

Resumo

A RACK 1 (Receptor for Activated C Kinase 1) é uma proteína adaptadora expressa em células de mamíferos e crucial para atividades celulares fundamentais. A RACK1 tem um papel central na resposta de células imunes, integrando vias de sinalização, atuando na mobilização de cálcio e nos componentes do citoesqueleto. Os mastócitos são células efetoras multifuncionais do sistema imunológico e suas funções estão diretamente relacionadas com a sua ativação e, subsequente, liberação de mediadores químicos. Porém, até o presente, a RACK1 não havia sido descrita em mastócitos. Dados recentes de nosso laboratório mostram, pela primeira vez, a expressão da RACK1 em mastócitos. Através de análise proteômica demostramos que a RACK1 está presente nas frações de lipid rafts, regiões de microdomínios lipídicos na membrana plasmática que atuam como plataforma para os elementos de sinalização dos mastócitos durante a ativação via o receptor de alta afinidade para IgE (FcepsilonRI). Nossos resultados mostraram que a liberação do mediador pré-formado beta-hexosaminidase estava significativamente aumentada nas células knockdown para RACK1 estimuladas via dependente ou independente do FcepsilonRI. A liberação basal deste mediador também estava aumentada. Ainda, observamos que nos mastócitos RACK1 knockdown os grânulos estavam localizados nas regiões corticais da célula, livres de F-actina. A ausência de filamento de actina nestas regiões pode facilitar a liberação dos mediadores contidos nos grânulos. No presente projeto nos propomos a avaliar se a RACK1 tem influência no arranjo de outros componentes do citoesqueleto, como nos filamentos intermediários e nos microtúbulos, que também estão envolvidos em alguns passos da secreção celular. Investigaremos ainda, se as possíveis mudanças na organização destes elementos do citoesqueleto podem afetar a liberação dos mediadores de mastócitos. Mastócitos RBL-2H3 transduzidos ou não com shRNA para RACK1 e estimulados ou não via FcepsilonRI serão imunomarcados com anticorpos anti-alfa/beta-tubulina e vimentina e analisados por microscopia confocal. A relação entre os componentes do citoesqueleto e os grânulos secretores também será investigada. O papel de RACK1 na dinâmica dos microtúbulos também será analisada in vivo. A possível interação direta da RACK1 com as proteínas alfa/beta-tubulina e vimentina será investigada através de experimentos de co-imunoprecipitação. Estes conhecimentos poderão contribuir para o melhor entendimento do papel da RACK1 em mastócitos.