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Avaliação crítica dos estudos que embasam as principais alterações do novo manual de curso do ATLS

Processo: 19/00265-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 31 de março de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Rachel Riera
Beneficiário:Eric Daniel Brito Augusto
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Medicina baseada em evidências   Traumatologia   Ferimentos e lesões   Pneumotórax   Choque hemorrágico   Escala de coma de Glasgow   Manuais

Resumo

O Suporte Avançado de Vida em Trauma, ou Advanced Trauma Life Support (ATLS), em inglês, tornou-se o programa mais conhecido mundialmente para a educação profissional em trauma. Trata-se de um programa de dois dias de duração, que ensina conhecimento e técnicas de avaliação e gestão de pessoas vítimas de trauma. O programa é apresentado por meio de uma combinação de palestras interativas, instrução de habilidade cirúrgica, estações de habilidade baseadas em caso e discussões em grupo. Ele fornece uma linguagem e abordagem em comum, permitindo que os participantes tenham uma mentalidade compartilhada sobre a sistematização do atendimento. O ATLS foi baseado na suposição de que o cuidado apropriado e oportuno poderia melhorar significativamente o desfecho de pacientes traumatizados. Atualmente, o método ATLS é aceito como um padrão para o atendimento na "primeira hora" do trauma, seja o paciente tratado em uma área rural isolada ou em um centro de trauma avançado. O programa ATLS conta com um manual, escrito por especialistas de cada área médica, para melhor assistir as emergências traumáticas. Suas diretrizes são as principais determinantes de conduta no manejo do paciente traumático em quase todos os centros de assistência à saúde no mundo. Em sua nova 10ª edição, promoveu alterações em aspectos chave dessas diretrizes (p. ex., mudança do local da toracocentese e uso de ácido tranexâmico), as quais foram prontamente aceitas por todos os profissionais da área. Contudo, o Manual de Curso do ATLS não descreve o nível de evidências dessas atualizações, o que nos leva a questionar se essas novas recomendações são de fato efetivas e seguras. Diante disso, nosso objetivo, por meio deste trabalho, é revisar sistematicamente a literatura em busca dos estudos que dão suporte às principais alterações da nova edição do Manual de Curso para Estudantes do Suporte Avançado de Vida no Trauma e avaliar criticamente os estudos com o maior grau de evidência. Serão avaliadas as seguintes intervenções que constam na nova edição do ATLS: local para realização da toracocentese para pneumotórax hipertensivo (segundo espaço versus quinto espaço intercostal); volume total infundido de cristaloide para choque hemorrágico (infusão liberal versus restritiva); ácido tranexâmico para hemorragia; protocolo de transfusão maciça para choque hemorrágico; tamanho de tubo para drenagem de tórax (tubo maior versus tubo menor); excesso de base para choque hemorrágico; toque retal para fratura de pelve; nova escala de coma de Glasgow para traumatismo cranioencefálico.