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Efeitos do aparelho intraoral de avanço mandibular sobre a biodinâmica dos músculos mastigatórios, variáveis fisiológicas do sono, distúrbios de sono e distribuição de gordura corporal em pacientes com Síndrome de Down e apneia obstrutiva do sono

Processo: 19/04506-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 31 de março de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia
Pesquisador responsável:Mônica Fernandes Gomes
Beneficiário:Leticia de Miguel Nazario
Instituição-sede: Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José dos Campos. São José dos Campos , SP, Brasil
Assunto(s):Distúrbios do sono   Apneia obstrutiva do sono   Músculos mastigatórios   Avanço mandibular   Síndrome de Down   Polissonografia   Eletromiografia

Resumo

Introdução: Síndrome de Down (SD), causada pela trissomia do cromossomo 21, é uma anormalidade genética mais frequente na população, ocorrendo um caso em cada 319 a 1.000 nascimentos. Seus principais aspectos fenotípicos são deficiência intelectual em graus variáveis, baixa estatura, hipotonia muscular generalizada, dismorfia craniofacial e cardiopatias congênitas. Outras comorbidades podem estar associadas com essa anormalidade, tais como: malformações gastrointestinal, mãos/pés, renal e urogenital (criptorquidismo e hipospadias), sobrepeso e obesidade, diminuição de função sensorial, distúrbios respiratórios como apneia obstrutiva do sono (AOS), disfunção tireoidiana, leucemia, defeitos do sistema imunológico, neuropatia conduzindo à demência como a Doença de Alzheimer e outras. Objetivo: O objetivo desta pesquisa será avaliar o efeito do aparelho intra-oral de avanço mandibular (AIOm), monitorado por um microchip termossensível, sobre a biodinâmica dos músculos masseter e temporal e as variáveis fisiológicas do sono em pacientes adultos com síndrome de Down (SD) e apneia obstrutiva do sono (AOS). Investigar-se-ão, também, a presença de distúrbios do sono e a distribuição de gordura corporal nesses indivíduos. Metodologia: Dez (10) sujeitos da pesquisa com SD e AOS serão selecionados e submetidos à terapia com AIOm num período de 2 meses consecutivos. O AIOm será usado somente durante o período de sono do paciente. Um microchip termossensível será acoplado ao AIOm para registrar e mensurar a adesão do uso do AIOm pelo paciente. Os efeitos terapêuticos sobre as atividades elétricas dos músculos masseter (porção superficial) e temporal (porção anterior) e as variáveis fisiológicas do sono serão investigados através da eletromiografia de superfície (EMGs) e a polissonografia - tipo II (PSG-II). A amplitude de abertura de boca e a intensidade de força de mordida serão, também, mensurados por um paquímetro analógico e um transdutor de força, respectivamente. A distribuição de gordura corporal será verificada pela análise antropométrica, incluindo o índice de massa corporal (IMC), circunferência do pescoço, circunferência abdominal e razão cintura e quadril (RCG). Os distúrbios do sono serão investigados através da aplicação os questionários Escala de Sonolência de Epworth (ESE), STOP-BANG e Fletcher & Luckett (F&L) para identificar a sonolência excessiva diurna, o risco de Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) e a qualidade do sono, respectivamente. Esses métodos de análises serão realizados antes e após a terapia proposta. Resultados esperados: Considerando que a pessoa com síndrome de Down comumente tem hipotonia generalizada, alterações anatômicas craniofaciais, disfunção dos músculos orofaríngeos e, como uma consequência, apneia obstrutiva do sono (AOS), o uso do AIOm poderá promover melhorias e/ou reestabelecimento da função dos músculos mastigatórios e das variáveis fisiológicas do sono neste público alvo. Isso poderá reverberar na boa qualidade de vida e inclusão social desses indivíduos.