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Performatividade como crítica. Mudança Conceitual na Teoria Crítica de Judith Butler

Processo: 18/19391-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2019
Vigência (Término): 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - Ética
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Nathalie de Almeida Bressiani
Beneficiário:Michele Teixeira Bonote
Instituição-sede: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Ministério da Educação (Brasil). Santo André , SP, Brasil
Assunto(s):Pós-estruturalismo   Feminismo   Teoria crítica

Resumo

Judith Butler publica Problemas de Gênero (1990) em um momento de disputas acirradas na teoria feminista norte-americana dos anos 1990 sobre a questão da identidade. Partindo de uma análise do poder de matriz foucaultiana, Butler problematiza a centralidade concedida à categoria "mulheres" e defende que o feminismo deve abrir mão da identidade "mulheres" como seu fundamento. Para sustentar essa posição, Butler realiza uma genealogia dessa categoria, retomando os discursos de poder que estruturam a concepção de identidade como pré-requisito metodológico e normativo da política. Ao fazer isso, Butler busca não apenas rejeitar a distinção sexo/gênero, aceita por muitas teóricas feministas, como também apresentar uma determinada concepção a respeito do processo de formação da identidade, de acordo com a qual gênero é uma performance. Posição esta que a rendeu inúmeras críticas. Dando continuidade à iniciação científica, esta pesquisa visa compreender a teoria da performatividade de Butler e as significativas mudanças pelas quais ela passou ao longo do tempo. Para isso, vamos nos debruçar, em um primeiro momento, à teoria da performatividade de Butler tal como apresentada em Problemas de Gênero, bem como às principais críticas lançadas a ela. Por fim, analisaremos Bodies That Matter, livro em que Butler resgata a teoria do ato de fala de Derrida para reavaliar a performatividade como citacionalidade, respondendo às críticas e clarificando o potencial crítico da performatividade.