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A presença do cinema no romance brasileiro: da vanguarda modernista à contemporaneidade

Processo: 18/23806-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 31 de março de 2022
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Brasileira
Pesquisador responsável:Arnaldo Franco Junior
Beneficiário:Marília Corrêa Parecis de Oliveira
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Contemporaneidade   Cinema   Romance   Literatura comparada   Modernismo

Resumo

O presente projeto de pesquisa objetiva investigar a presença da linguagem cinematográfica no romance brasileiro desde a vanguarda modernista até a contemporaneidade, elegendo, para isso, obras que, em tese, poderiam funcionar como sintomáticas dessas relações: Amar, verbo intransitivo (1927), Caminhos cruzados (1935), Perto do coração selvagem (1944), Em câmera lenta (1977), Bandoleiros (1985), e Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios (2005). Pretende-se, a partir da leitura dessas obras, compreender como a escrita literária reelabora as estratégias cinematográficas e dialoga com elas. Para tanto, refletiremos, com base num instrumental teórico e crítico, em que medida a incorporação de procedimentos cinematográficos alterou estratégias de escrita na prosa de ficção, utilizando, para isso, as reflexões de Hauser (1972), Epstein (1983), Clerc (2004), Shail (2014), entre outros. Com base nessas reflexões, analisaremos os romances que constituem o corpus desta pesquisa, de modo a avaliar suas estratégias compositivas, tais como a desintegração espaçotemporal, a incorporação da montagem e as repetições e justaposição de cenas. O projeto tem como tese a ideia de que o diálogo com o cinema no romance brasileiro contemporâneo difere do que almejou a vanguarda modernista, já que se passa, simultaneamente, a problematizar a ideia do cinema na forma do texto e as dificuldades de representação em um universo inundado pelo audiovisual, bem como a incorporar experimentalismos estéticos como possibilidade de diálogo com o mercado. A perspectiva adotada não diz respeito a comparar duas linguagens diversas, mas a permanecer no domínio da escrita e investigar como ela corrobora traços de uma linguagem ligada à tecnologia icônica.