Busca avançada
Ano de início
Entree

Interferência do alumínio na hidratação da parte aérea em Citrus limonia e no desempenho fotossintético em Vochysia tucanorum

Processo: 18/25658-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitotecnia
Pesquisador responsável:Gustavo Habermann
Beneficiário:Giselle Schwab Silva
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Assunto(s):Ecofisiologia vegetal   Nutrição mineral de plantas

Resumo

O alumínio (Al) é tóxico para a maioria das plantas. Em solos ácidos (pH < 5,0) é encontrado em uma de suas formas tóxicas, Al3+. Nas plantas sensíveis ao Al, o primeiro e mais conspícuo sintoma de toxicidade é a inibição do crescimento das raízes, onde o Al é retido. Além disso, o Al também causa sintomas indiretos, reduzindo o crescimento da parte aérea. Em plantas sensíveis, o Al reduz a assimilação de CO2 (A), e evidências sugerem o comprometimento das reações fotoquímicas, além de causar redução da condutância estomática (gs). Isso indica que retido na raiz, o Al poderia alterar a capacidade de hidratação do mesofilo, como em uma situação de deficiência hídrica. Além disso, é possível também que o transporte de água seja prejudicado pelo Al devido a modificações evidenciadas nos vasos do xilema das raízes, que se tornam fibrosos. Isso sugere diminuições na capacidade de transporte de água para a parte aérea em plantas expostas ao Al. Por outro lado, espécies nativas da vegetação de Cerrado são capazes de acumular elevadas concentrações de Al em seus tecidos sem que ocorram danos estruturais ou fisiológicos. Em algumas dessas espécies foi verificado que o Al pode se acumular no mesofilo, levantando o questionamento de que, de alguma maneira, o Al possa estar envolvido nos processos fotossintéticos dessas plantas. Utilizaremos plantas de limoeiro 'Cravo' (Citrus limonia L.), espécie sensível ao Al, e plantas de Vochysia tucanorum (Vochysiaceae), espécie acumuladora de Al nativa do Cerrado. Plantas de limoeiro 'Cravo' serão cultivadas em solução nutritiva com 0 e 1480 ¼M de Al, por 90 dias. Nos caules das plantas expostas e não expostas serão instalados sensores de fluxo de seiva (HMR) e hipotetizamos que as plantas expostas ao Al terão fluxo de seiva reduzido, além de reduções em A, gs, taxa de transpiração (E), potencial da água na folha (¨w), conteúdo relativo de água na folha (CRA), biomassa e menor crescimento da parte aérea. Todas essas medidas serão realizadas aos 1, 7, 15, 30, 45, 60 e 90 dias após o plantio (DAP). Plantas de V. tucanorum serão cultivadas em solução nutritiva com concentrações contrastantes de Al. Estas também serão avaliadas nas mesmas épocas descritas acima, avaliando-se taxas de trocas gasosas e as respostas fotoquímicas. Hipotetizamos que plantas de V. tucanorum expostas ao Al em solução nutritiva apresentarão melhor perfomance fotossintética do que as plantas não expostas ao Al. Também, por meio de pulverização de Al nas plantas de V. tucanorum crescendo em solo calcário e solução ausente em Al, espera-se maior performance fotossintética nessas plantas. No início e no final dos experimentos, também mediremos a concentração inicial e final do Al nos órgãos em laboratório de rotina, por colorimetria.