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Modulação do proteoma por drogas canabinóides em oligodendrócitos humanos

Processo: 19/03271-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 31 de julho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Pesquisador responsável:Daniel Martins-de-Souza
Beneficiário:Gabriela Seabra
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/03673-0 - Efeitos bioquímicos de canabinóides em oligodendrócitos: implicações para a esquizofrenia, AP.R
Assunto(s):Biologia molecular   Proteoma   Esquizofrenia   Endocanabinoides

Resumo

Recentemente grande interesse no papel dos oligodendrócitos em transtornos psiquiátricos tem sido visto. Estas células têm como principal função a mielinização dos axônios neuronais, sendo que prejuízos na mielinização afetam a propagação dos potenciais de ação e consequentemente a conectividade entre diversas regiões cerebrais. Neste cenário, estudos têm buscado estratégias para avaliar o efeito de manipulações farmacológicas sobre os oligodendrócitos maduros e suas células precursoras, com a finalidade de entender os processos patológicos da desmielinização, e desvendar possíveis agentes terapêuticos para o mesmo. Sabe-se que a modulação do sistema endocanabinóide pode afetar processos biológicos importantes em oligodendrócitos. Assim, parte deste projeto pretende avaliar diversas manipulações farmacológicas do sistema endocanabinóide em uma linhagem humana de oligodendrócitos (MO3.13) e no processo de diferenciação destas células. Destes estudos podemos obter dados para elucidar aspectos de desordens com processos desmielinizantes, como esclerose múltipla e esquizofrenia. Mais especificamente, estudos têm demonstrado a participação do sistema endocanabinóide e dos oligodendrócitos na fisiopatologia desta esquizofrenia. Assim, torna-se importante a investigação de possíveis relações entre dois componentes. Para isso, também será utilizada a cultura de MO3.13, mas a esta será adicionado o antagonista MK801, que tem sido um modelo de estudo in vitro para esquizofrenia proposto por nosso grupo. Assim, esperamos identificar as proteínas e vias bioquímicas afetadas por canabinóides em células imaturas e maduras tratadas ou não com MK801, bem como a influência sobre o processo de diferenciação. Para isso, ferramentas da proteômica e da biologia molecular serão utilizadas. Por fim, este estudo contribuirá para o entendimento sobre o papel do sistema endocanabinóide em oligodendrócitos e as possíveis implicações para elucidar aspectos da fisiopatologia do processo desmielinizante de forma abrangente e de mais especificamente no contexto da esquizofrenia.

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