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O sistema da moda no século XXI: novas tendências, velhos costumes

Processo: 18/18789-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2019
Vigência (Término): 31 de outubro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Vânia Carneiro de Carvalho
Beneficiário:Giulia Falcone de Lourenço
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Moda   Luxo   Século XXI   Fetichismo

Resumo

Esta pesquisa parte da compreensão do sistema de moda do século XXI enquanto campo de interação entre uma moda dita tradicional, representada por revistas de moda e maisons de luxo, e uma "nova moda", representada pelas redes de fast-fashion e blogs de moda. Com a introdução de novos agentes no sistema da moda, o lançamento de tendências não pode mais ser compreendido como um processo de criação exclusivo aos ateliês de alta costura ou às grifes de luxo. As marcas de distinção social representadas pelas novas tendências podem surgir da interação recíproca entre os três grandes propulsores da moda atual: a moda de luxo, a fast-fashion e a moda de rua. No entanto, a degradação das tendências parece ainda ser explicada pela perda da função primordial de distinção da classe dominante quando apropriadas por segmentos sociais menos abastados. A disputa por marcas de distinção social promove o distanciamento entre cada segmento da moda, conferindo à moda de luxo o status de legítimo e relegando aos outros agentes um papel secundário. Mas se os discursos concernentes a cada um desses segmentos da moda diferem entre si, os modos de produção, estratégias de venda e hábitos de consumo assemelham-se cada vez mais. Dessa maneira, as marcas de distinção que pretendem afastá-los podem antes ser produto de fetichismo da marca do que de diferenças materiais.