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Avaliação de políticas públicas para o desenvolvimento de corredores verdes para a agro-logística no Brasil

Processo: 18/24353-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia - Economias Agrária e dos Recursos Naturais
Convênio/Acordo: Belmont Forum
Pesquisador responsável:José Vicente Caixeta Filho
Beneficiário:José Eduardo Holler Branco
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/50420-7 - Avaliação de políticas públicas para o desenvolvimento de corredores verdes para agro-logísticas no Brasil , AP.R
Assunto(s):Gases do efeito estufa   Modelos matemáticos   Logística

Resumo

O transporte de cargas no Brasil é altamente dependente de rodovias. As estradas nacionais representam cerca de 60% do total de cargas transportadas no Brasil, enquanto que, em outros países de tamanho continental essa participação é inferior a 30%. A elevada idade média da frota pesada e a infraestrutura ineficiente do transporte rodoviário (como a baixa densidade e a baixa qualidade das rodovias) enfraquecem a sustentabilidade do transporte rodoviário. Como resultado, a produtividade do transporte de cargas no país é baixa, enquanto o consumo de combustíveis fósseis e as emissões de gases de efeito estufa (GEE) são relativamente altos. De fato, as estatísticas indicam que o setor de transportes é responsável por cerca de 35% do consumo de produtos derivados do petróleo, e por mais de 40% das emissões de GEE no Brasil. No lado social, o número de acidentes envolvendo caminhões no Brasil é extremamente alto (aproximadamente 66.000 por ano). A baixa produtividade do transporte nacional também aumenta os custos do frete e afeta negativamente a competitividade dos produtos brasileiros, especialmente no setor agrícola. Há uma crescente conscientização de que as cadeias de suprimentos verdes também podem ser competitivas, seja porque a conscientização sobre o meio ambiente melhora a produtividade, ou porque os consumidores esperam que isso aconteça, sobretudo em países ricos. Nesse contexto, é essencial que os estudos sugiram políticas que promovam a logística ambientalmente correta por meio de incentivos para aumentar a produtividade e reduzir as emissões de GEE dos transportes. Tais políticas devem envolver ações de médio e longo prazos e focar no aumento da eficiência do sistema de transporte como um todo, gerando menores impactos ambientais. Por fim, essas políticas devem incentivar o desenvolvimento de corredores que sejam alinhados ao conceito de logística verde, reduzindo as emissões e promovendo a competitividade da agrologística brasileira. Objetivos 1) Caracterizar os principais corredores logísticos de produtos agrícolas selecionados, e quantificar as emissões de GEE dos transportes de cargas; 2) Desenvolver uma metodologia de otimização matemática para produtos agrícolas selecionados que possa ser replicada para outras commodities no Brasil, e em outros países; 3) Identificar potenciais investimentos em infraestrutura de transporte multimodal que possam ser criados e/ou expandidos; 4) Selecionar políticas públicas no transporte de cargas para reduzir as emissões de GEE no médio e longo prazo; 5) Identificar/propor um conjunto de políticas públicas no Brasil que seja mais relevante para reduzir as emissões de GEE no médio e longo prazo;