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A construção imagética de Jean Valjean: uma análise da transposição multimodal do romance les Misérables para a mídia manga

Processo: 19/02228-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2019
Vigência (Término): 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística
Pesquisador responsável:Ana Luiza Ramazzina Ghirardi
Beneficiário:Danielle Alves da Rocha
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Assunto(s):Manga

Resumo

O presente projeto de pesquisa visa examinar a transposição de uma narrativa monomodal para uma multimodal, servindo-se para isso do romance Les Misérables, volume 1 (1967) de Victor Hugo, e de sua respectiva adaptação mangá Les Misérables, volume 1 (2015), adaptado por Takahiro Arai. O objetivo desta pesquisa é analisar o processo de transposição da linguagem textual literária para a linguagem mangá verificando os impactos causados pela construção imagética multimodal desse gênero, que busca a construção de sentido do texto na relação imagem/texto criada por essa mídia. Assim, serão utilizados como referência teórica os trabalhos Mussarelli e Miteollo (2012) sobre contínuo e descontínuo; sobre semiótica visual, plano de expressão e plano de conteúdo, os estudos de Pietroforte (2004, 2011a., 2011b.). A análise do discurso narrativo do romance será baseada em Genette (1976), recorrendo também a textos de Gomide (2014) que aborda estudos sobre as obras de Victor Hugo. A concepção de footing de Goffman (2012) será utilizada para verificar como ocorre a relação de Jean Valjean com o meio e as interações com o outro que resultam em uma despersonificação/personanificação do seu EU dentro do romance e do mangá. Por fim, sobre multimodalidade, linguística textual e transposição, a pesquisa terá como base as concepções teóricas de Dionisio e Vasconcelo (2013), Dondis (2003), Hemais.(2010), Kress e Van Leeuwen (1996, 2006), Vieira (2010).