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O viés de auto-estratificação no Brasil: influência do fenômeno nas preferências por redistribuição

Processo: 19/03725-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Políticas Públicas
Pesquisador responsável:Marta Teresa da Silva Arretche
Beneficiário:Rodrigo Sequerra Mahlmeister
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07616-7 - CEM - Centro de Estudos da Metrópole, AP.CEPID
Assunto(s):Tributação   Desigualdade de renda   Brasil   Comportamento eleitoral

Resumo

O arcabouço teórico de Meltzer e Richard (1981) sugere que a posição relativa de um indivíduo na escala da distribuição nacional da renda exerce importante influência sobre suas preferências por redistribuição. Em função da ausência de uma base empírica sólida que argumente em favor dessa formulação, este projeto de pesquisa busca requalificar suas premissas. Para tanto, apoia-se em uma literatura segundo a qual em boa parte da população a percepção sobre a posição da renda no ranqueamento nacional é enviesada e - ao contrário da posição real - está fortemente correlacionada com as preferências individuais por redistribuição. Aqueles que superestimam essa posição, por exemplo, tendem a optar por menos intervenção estatal. O objetivo da investigação proposta é coletar evidência sobre esse viés de auto-estratificação no Brasil por meio da análise econométrica de surveys amostrais de 2008 e 2019. Há dados que atestem a existência desse viés na percepção dos brasileiros? Se sim, qual influência exerce sobre suas preferências por redistribuição? Preenchendo a lacuna a respeito do estudo desse fenômeno no país, a pesquisa que se pretende busca contribuir para a agenda de pesquisa que documenta o que favorece ou impede que políticas redistributivas ganhem corpo.