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O papel dos glicocorticóides e das aferências do nervo vago na modulação da atividade neuronal e da plasticidade de circuitos centrais e suas implicações na ansiedade induzida por estresse em ratos

Processo: 18/19599-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2019
Vigência (Término): 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Carolina Demarchi Munhoz
Beneficiário:Leonardo Santana Novaes
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Nervo vago   Estresse   Glucocorticoides   Vias neurais   Ansiedade

Resumo

Transtornos associados ao estresse, como ansiedade, depressão, e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), constituem causas recorrentes de afastamento das funções laborais no Brasil. Tanto o estresse agudo, como a elevação das concentrações de hormônios glicocorticoides (GCs), promovem comportamento do tipo ansioso persistente assim como aumento da densidade dos espinhos dendríticos no complexo basolateral da amigdala (BLA) em roedores. O BLA é uma estrutura chave para o comportamento de medo e ansiedade. De fato, nossos trabalhos recentes mostraram um papel crucial da sinalização do receptor de glicocorticoide (GR) no BLA para o comportamento ansioso, manifestado tanto imediatamente quanto tardiamente após o estresse agudo de contenção. Além da persistência no comportamento do tipo ansioso, verificamos que o mesmo estresse também promove um déficit na extinção da memória de medo nos animais, outro fenômeno relacionado ao TEPT. Também revelamos alterações funcionais no BLA e no córtex pré-frontal medial (CPFm), outra estrutura crucial para a manifestação de medo e memórias associadas. Tanto quanto a rápida liberação de GCs pelas glândulas adrenais após um evento estressor, o nervo vago responde a elevações de epinefrina mediadas pelo sistema simpático e sinaliza essas alterações ao Sistema Nervoso Central (SNC), culminando na liberação de norepinefrina (NE) em estruturas límbicas, como a amígdala e o CPFm. Esse aumento da NE no SNC pode estar relacionado aos efeitos comportamentais associados ao estresse, como a ansiedade e o déficit da memória de medo. Com isso, o objetivo desse projeto é investigar de que forma o estresse de contenção agudo modifica os circuitos amigdalares e pré-frontais subjacentes a seus efeitos comportamentais. Nossa hipótese principal propõe que sinais endócrinos, notadamente GC e NE, medeiam as modificações destes circuitos neurais induzidas por estresse. Para atingir nossos objetivos, lançaremos mão de abordagens como optogenética, farmacogenética e modulação da expressão de receptores via vetores virais