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Validação da importância funcional das natterinas na resposta imune inata em zebrafish por CRISPR-Cas9, um método de loss-of-function

Processo: 19/02333-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2019
Vigência (Término): 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Carla Lima da Silva
Beneficiário:Ana Carolina de Seni Silva
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07467-1 - CeTICS - Centro de Toxinas, Imuno-Resposta e Sinalização Celular, AP.CEPID
Assunto(s):Imunorregulação   Repetições palindrômicas curtas agrupadas e regularmente espaçadas   Inflamação   Peixe-zebra   Venenos   CRISPR-Cas9

Resumo

A família de proteínas Natterina, encontradas no veneno do peixe Thalassophrynenattereri, possui cinco ortólogos (1 - 4 e -P) com domínios N-terminal (DM9) e C-terminal (aerolisina). Sequências de proteínas Natterin-like podem ser encontradas em diferentes células da defesa imune de variadas espécies de peixe peçonhentos ou não; ainda, recentes estudos apontam para a participação de proteínas Natterin-like na defesa imune contra patógenos. As proteínas do tipo aerolisina, conhecidas por proteínas formadoras de poros (PFTs), estão presentes em aproximadamente 30% de todas proteínas/toxinas em bactérias patogênicas e são capazes de ativar o inflamassoma NRLP3. Por meio de análise bioinformática, foi encontrado no organismo modelo zebrafish algumas isoformas de aerolisina que compartilham 60% de identidade com as sequencias das proteínas Natterin-likede bagre e lampreia, as quais são consideradas hipoteticamente moléculas de defesa contrapatógenos. O zebrafish tem se mostrado um excelente organismo modelo para a manipulação genética por conta de sua transparência, separação temporal das respostas imunes, fácil e menor custo de manutenção e manipulação, e seu sistema habilita imagens quantitativas de alta resolução, além de possuir 70% de homologia com os genes humanos. Nosso grupo provou em trabalhos anteriores que o envenenamento pelas Natterinas em camundongos induz mediadores inflamatórios e recrutamento de células inflamatórias para o local do tecido injuriado. Para testar a hipótese de que as Natterinas agem como moléculas de defesa nos peixes hospedeiros, utilizaremos como organismo modelo o zebrafish que expressa genes codificadores da proteína Natterin-like; e por meio do sistema de knockdown CRISPR-Cas9, um dos métodos mais eficientes de loss-of-function, avaliaremos a função homeostática das Natterinas e contra patógenos. (AU)

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