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Ondas de Rossby baroclínicas e a circulação de revolvimento meridional do Atlântico Sul

Processo: 19/02968-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2019
Vigência (Término): 10 de abril de 2020
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Física
Pesquisador responsável:Paulo Simionatto Polito
Beneficiário:Mariana Miracca Lage
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/13830-8 - Como os modos baroclínicos verticais se relacionam com as Ondas de Rossby observadas por satélites altimétricos?, BE.EP.MS
Assunto(s):Ondas de Rossby   Amplitude   Circulação oceânica   Correntes oceânicas   Atlântico Sul

Resumo

A circulação de revolvimento meridional do Atlântico Sul (do inglês, South Atlantic Meridional Overturning Circulation SAMOC) é um padrão de circulação oceânica composto por correntes geostróficas e ageostróficas e o consequente transporte de calor e água doce. Ela tem uma forte influência na estratificação oceânica, visto que a densidade regula a distribuição vertical de massas d'água e seus gradientes horizontais são responsáveis pela circulação geostrófica profunda. As ondas de Rossby exercem um papel fundamental na circulação de larga escala, controlando em um modelo baroclínico a intensidade da corrente de borda oeste e, consequentemente, o giro subtropical. Dessa forma, a variação da energia mecânica delas estaria, em princípio, associada à variação do transporte da SAMOC. Estudos precedentes identificaram sinais propagantes no transporte meridional em 34.5oS que podem estar associados tanto a ondas de Rossby quanto a vórtices de meso-escala. Uma vez que as ondas de Rossby do primeiro modo baroclínico em latitudes médias são fortemente influenciadas pela estratificação oceânica, investigaremos em que faixa de profundidades ou de densidades essas ondas se manifestam de forma mais clara, com os perfis de temperatura e salinidade da coluna d'água obtidos de dados in situ e o sinal de superfície medido pelos dados altimétricos de satélites. Para tanto, pretende-se avaliar o papel da estratificação na amplitude das ondas de Rossby através da comparação entre bacias do Hemisfério Sul principalmente nas latitudes 11oS, 24.5oS e 34.5oS e se existe uma contribuição significativa da energia transportada por grupos dessas ondas na corrente de borda oeste do Atlântico Sul. (AU)