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Territórios de si: paisagem, identidade e gênero na literatura de viagem: séculos

Processo: 18/23330-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 03 de agosto de 2019
Vigência (Término): 02 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Moderna e Contemporânea
Pesquisador responsável:Amilcar Torrão Filho
Beneficiário:Amilcar Torrão Filho
Anfitrião: Maria Helena Gonzalez Fernandez
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Sociais. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Universitat de Barcelona (UB), Espanha  
Assunto(s):Narrativa histórica   Alteridade   Gêneros textuais

Resumo

Este projeto pretende tratar da experiência de viagem de seis autores entre o século XIX e XX: Maria Graham (1785-1842), James Holman (1786-1857), Flora Tristan (1803-1844), Isabelle Eberhardt (1877-1904), Aurora Bertrana (1892-1974) e Claude Lévi-Strauss (1908-2009). Minha hipótese é de que por meio da viagem e de suas narrativas os viajantes podem recompor sua biografia e superar aspectos negativos e desvantagens como o sexo, a deficiência física, a origem social, a ilegitimidade ou a origem étnica. A viagem permite um deslocamento em relação a um entorno social no qual as características, origem ou forma de vida desses autores eram problemáticas, permitindo que eles se tornem autores em busca de reconhecimento literário e/ou científico, especialistas numa determinada matéria ou espaço, a partir de uma experiênca adquirida na viagem, produzindo narrativas de si que explicam, justificam e divulgam vidas excepcionais. Para tanto, pretendo analisar as suas narrativas como narrativas autobiográficas que compõem uma forma muito específica de autobiografia, uma narrativa de si que depende da experiência do deslocamento, da apreciação do espaço e da paisagem e da alteridade.