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Loucura criativa e rigor estético em Pedro Almodóvar: a composição da personagem feminina em Matador

Processo: 19/00368-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Comparada
Pesquisador responsável:Gabriela Kvacek Betella
Beneficiário:Kennya Severiano de Sousa
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Assunto(s):Linguagem cinematográfica   Franquismo   Estética (arte)   Drama   Suspense   Multimeios   Escolas literárias

Resumo

Em Matador (Pedro Almodóvar, 1986) algumas marcas autorais já se fazem notar com propriedade, entre elas a correspondência entre um dos mais polêmicos símbolos da identidade espanhola, a tauromaquia, e o "espetáculo sangrento" ou ritualístico da morte como clímax do deleite sexual. Nesta pesquisa procuramos acompanhar a construção das relações entre tais marcas no quinto longa-metragem do diretor espanhol por meio da análise de duas categorias da ficção, a personagem feminina principal e a trama que reelabora, por sua vez, o mito da mulher fatal. Levamos em conta algumas aproximações com a literatura de ficção criminal, na qual se percebem personagens com distinções realistas e traços de uma literatura de metrópole com figuras de um campo mais inculto, o que na transposição para a obra cinematográfica caracterizou o chamado cinema Noir. Almodóvar, bastante influenciado por esses campos, mobiliza-os para revirar conceitos e definições que perpassam a sociedade desde sempre, sobretudo em seu tempo pós-franquista e ainda marcado por uma identidade escusa, que o diretor representa por meio de uma linguagem audiovisual excêntrica e um traço exageradamente insultuoso.