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Reprogramação metabólica de células dendríticas após eferocitose de células apoptóticas

Processo: 18/19638-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de maio de 2019
Vigência (Término): 30 de abril de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Alexandra Ivo de Medeiros
Beneficiário:Letícia de Aquino Penteado
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Metabolismo   Perfil metabólico   Células dendríticas   Células mortas   Fosforilação oxidativa   Glicólise   Fagocitose

Resumo

A dinâmica das células imunes em responder a antígenos estranhos e tolerizar antígenos próprios requer constante adaptação metabólica para sobrevivência, proliferação e retorno à homeostase. As Células Dendríticas (CDs) são células especializadas tanto no reconhecimento de patógenos, como de Células Apoptóticas (ACs) e um recente trabalho de nosso grupo demonstrou que a eferocitose de ACs infectadas com Escherichia coli (IAC), por CDs, promove ativação e produção de citocinas pró e anti-inflamatórias, assim como PGE2. No entanto, a fagocitose de células apoptóticas não infectadas leva a um perfil tolerogênico de CDs. A ativação da CD por receptores Toll-like (TLRs) leva a um rápido aumento na glicólise aeróbica associada à via da pentose fosfato, enquanto que a captura de ACs promove a ativação de PPAR³, que induz o metabolismo de lipídeos e biogênese mitocondrial, otimizando a fosforilação oxidativa. Entretanto, nada se tem descrito se ativação simultânea via receptores eferocíticos, envolvidos no reconhecimento de ACs, bem como de PAMPs presentes em microrganismos poderia influenciar no perfil metabólico e a ativação de CDs. A hipótese deste estudo é que a fagocitose de ACs por CDs levaria a um aumento do metabolismo de ácidos graxos resultando no aumento da expressão de PPAR-³ e indução das vias de ²-oxidação e da fosforilação oxidativa. Por outro lado, a eferocitose de IACs levaria a ativação celular através de receptores TLRs, resultando na ativação da via glicolítica por mTOR e HIF-1±. O sinergismo dessas vias colaboraria, portanto, para a produção de citocinas pró e anti-inflamatórias por DC, contribuindo para a ativação celular. Portanto, o objetivo desse estudo será caracterizar o perfil metabólico na ativação de CDs após a fagocitose de diferentes células apoptóticas, infectadas e não infectadas. (AU)