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Estudo do papel da DNA polimerase ETA nas respostas celulares e carcinogênese induzida por luz ultravioleta a

Processo: 18/26555-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2019
Vigência (Término): 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Nadja Cristhina de Souza Pinto
Beneficiário:Natália Cestari Moreno
Instituição-sede: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/04372-0 - DNA mitocondrial: mecanismos de manutenção de sua estabilidade e impacto em doenças, AP.TEM
Assunto(s):Reparo do DNA   Dímeros de pirimidina   Neoplasias cutâneas

Resumo

A luz ultravioleta A (UVA) é um agente ambiental capaz de causar danos ao DNA (dímeros de pirimidina do tipo ciclobutano - CPDs, e bases oxidadas) e proteínas, os quais desempenham papel causal nas consequências de exposição como envelhecimento da pele e carcinogênese. A importante função do reparo por excisão de nucleotídeos (do inglês, Nucleotide Excision Repair, NER) e da síntese translesão (do inglês, Translesion Synthesis, TLS) para proteger contra o câncer de pele é evidente uma vez que indivíduos que apresentam mutações nos genes destas vias desenvolvem uma doença rara e hereditária conhecida como Xeroderma Pigmentosum (XP). Em especial, pacientes com XP Variante (XP-V), deficientes em TLS por apresentarem mutações no gene que codifica DNA polimerase eta, apresentam notável sensibilidade a luz UVA. Concomitante com a indução de danos no DNA, a oxidação de proteínas e disfunção mitocondrial vêm se mostrando fatores importantes no processo de carcinogênese, porém não se sabe sua participação na carcinogênese induzida por UVA em pacientes XP-V. Deste modo, este projeto tem quatro objetivos específicos: 1) elucidar a participação de CPDs no fenótipo de sensibilidade a luz UVA em células XP-V, 2) avaliar a resposta diferencial aos processos redox induzidos por UVA na presença e ausência de pol eta, 3) investigar o mecanismo pelo qual NER é atenuado após UVA e 4) a contribuição dos danos no DNA induzidos por luz UVA na carcinogênese de pele de pessoas normais e com XP. Propomos ainda desenvolver uma metodologia inovadora para a indução de transformação em células de pacientes XP através da irradiação UVA. O sucesso desta metodologia permitirá, pela primeira vez, comprovar a participação de mutações diretamente no processo de transformação tumoral em células XP humanas, bem como poderá ser uma ferramenta para testar intervenções para reduzir a formação de tumores nesses pacientes, visando melhorar sua qualidade de vida.