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Mídia, cinema e territorialidade: uma etnografia da Associação Cultural dos Realizadores Indígenas (ASCURI)

Processo: 19/00430-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2019
Vigência (Término): 31 de março de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Etnologia Indígena
Pesquisador responsável:Antonio Roberto Guerreiro Júnior
Beneficiário:Luiza de Paula Souza Serber
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/26676-0 - Sistemas regionais ameríndios em transformação: o caso do Alto Xingu, AP.JP
Assunto(s):Meios de comunicação   Multimeios   Cinema   Indígenas   Etnografia

Resumo

A Associação Cultural dos Realizadores Indígenas (ASCURI) atua desde 2008 em meio a diversas comunidades em Mato Grosso do Sul e reúne jovens produtores culturais das etnias Guarani, Kaiowá e Terena. Partindo da constatação de que a produção audiovisual indígena se insere e responde a um contexto midiático mais amplo - hoje impactado, sobretudo, pela ampla disseminação da internet e das mídias móveis -, proponho aqui uma investigação atenta à maneira como a ASCURI vem lidando com tal realidade. Busca-se, assim, compreender quais são os desafios, e também as possibilidades, relativas a esta nova paisagem midiática que vem sendo colocada diante das populações indígenas da região. Em meio a um contexto Sul-mato-grossense de conflitos territoriais marcado pela acentuada violência, pretende-se também investigar de que maneiras a linguagem audiovisual vem se associando à luta pela terra, de que forma esta vem contribuindo para a fiscalização e demarcação de territórios e a denúncia de suas invasões. Por fim, à luz de outras experiências e "modelos" de formação audiovisual indígena correntes no Brasil, propõe-se analisar a metodologia de ensino adotada pela ASCURI, os filmes resultantes de sua atuação e os seus circuitos de circulação e recepção, além de uma exame de sua relação com o já consagrado universo de "cinema indígena". (AU)