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Cor(ação) do cavaleiro: em busca de Angelica e Dulcinea pelos diferentes cronotopos de Orlando furioso e Dom Quixote de La Mancha

Processo: 19/02156-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2019
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2022
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Comparada
Pesquisador responsável:Maira Angélica Pandolfi
Beneficiário:Sara Gabriela Simião
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Assunto(s):Literatura estrangeira   Literatura moderna   Personagens   Feminino

Resumo

Esse trabalho pretende analisar o Orlando furioso (1532), de Ludovico Ariosto, e o Dom Quixote de la Mancha (1605), de Miguel de Cervantes, por meio da comparação. Apesar de serem separadas por mais de setenta anos, e serem obras que refletem a sociedade de nações distintas, é possível notar o profundo diálogo que há entre elas. A princípio, um dos pontos que mais chama a atenção é a questão da busca. Quase sempre há uma personagem procurando por algo: uma pessoa, um lugar, um cavalo, ou mesmo aventura e glória. Entretanto, há duas personagens que melhor representam essa aspiração incessante: Angelica, na obra italiana, e Dulcinea, no caso da espanhola. Orlando passa a maior parte da história buscando a sua amada, e é por causa dela que se torna furioso (louco). Isso sem contar os demais movimentos que são provocados, direta ou indiretamente, por Angelica. E Dom Quixote também se desloca na obra por causa da sua dama. É por ela que se monta cavaleiro e é por ela que busca aventuras, com o intuito de se tornar famoso e digno do seu amor. Uma vez que quase sempre as personagens estão se deslocando na história, elas vão atravessando diferentes cronotopos, como ilhas, castelos, cova e, até mesmo, a Lua, cada qual com as suas particularidades. Tendo em vista estas questões, esse trabalho visa demonstrar a importância dessas duas figuras femininas, Angelica e Dulcinea, pois ambas funcionam como motores, que movimentam a história, fazendo com que as personagens enfrentem os mais diferentes tipos de aventuras, nos mais diversos e maravilhosos cronotopos. Para alcançar os resultados esperados, essa pesquisa utilizará os estudos de Jacques Le Goff, Mikhail Bakhtin, Anthony Close, Jean Canavaggio, Mario Santoro, Luigi Scorrano, entre outros. (AU)

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