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Treino e aperfeiçoamento na execução do preparo, instalação e monitoramento do biodevice de membrana de látex como suporte para células tronco mesenquimais pós-prenhes de ratas diabéticas

Processo: 19/04278-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de abril de 2019
Vigência (Término): 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Angélica Mércia Pascon Barbosa
Beneficiário:Aline Medolago Carr
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/01743-5 - Coorte da tríade gestacional: hiperglicemia, incontinência urinária e perfil clínico, molecular e ômico da miopatia hiperglicêmica na predição de incontinência e disfunção muscular e pesquisa translacional com biodevice para regeneração muscular em ratas, AP.TEM
Assunto(s):Incontinência urinária   Doenças musculares

Resumo

O grupo de pesquisa "Diabetes e Gravidez - Clínico e Experimental" da Faculdade de Medicina de Botucatu-Unesp investiga a fisiopatologia de diabete gestacional (DMG) e da hiperglicemia gestacional leve (HGL), e suas relações com as disfunções musculares do assoalho pélvico (DMAP) e incontinência urinária (IU) em estudos clínicos e experimentais. Nossa proposta de intervenção é identificar recurso com potencial regenerador muscular com uso de bioengenharia na fase pré-clínica que possa posteriormente ser utilizado em humanos. O uso de biodevice desenvolvido a partir de biomembrana a base de látex de seringueira como suporte para células tronco mesenquimais (CTMs) representa possibilidade alternativa de regeneração muscular. Objetivos: Treinar e se aperfeiçoar a execução das técnicas para o preparo, instalação e monitoramento do biodevice de membrana de látex como suporte para células tronco mesenquimais pós-prenhes de ratas diabéticas. Metodologia: Será realizado no Laboratório de Pesquisa Experimental em Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu, Unesp. Ressalto que a presente proposta de Bolsa TT3 será realizada junto ao projeto de Pós-Doutorado integrante do Temático. Serão realizadas todas as etapas do processo junto ao pesquisador responsável pelo preparo, instalação e monitoramento do biodevice. Serão acompanhadas no treinamento técnico no mínimo 10 ratas. Após 21 dias da confirmação da prenhez as ratas serão anestesiadas com tiopental sódico (dose de 80 mg/kg), e submetidas à cesárea para retirada da ninhada. Durante o preparo e instalação do biodevice as ratas serão mantidas em colchão aquecido a 30°C. Para o preparo do biodevice, o látex natural da seringueira será coletado seguindo o protocolo de baixa temperatura para manter a conservação. Os biodevices serão confeccionados por "casting" e levadas à estufa seca à temperatura de 50°C, por sete dias. As CTMs serão coletadas da medula óssea de ratos Wistar com aproximadamente 10 dias de vida. Será determinada a viabilidade das células in vitro na presença do biodevice, por meio de um marcador fluorescente e após a avaliação da viabilidade celular. Após a incubação, será adicionado novo meio de cultura em estufa úmida para a proliferação e adesão celular na superfície do biodevice. Para rastrear as células-tronco após o transplante in vivo, as CTMs receberão uma pré-marcação com nanopartículas fluorescentes na faixa do vermelho aproximado (NIR) ou infravermelho (IR), antes de serem depositadas sobre as membranas. O conjunto será removido e avaliado quanto à viabilidade celular in vitro na presença do biodevice, por meio de um marcador fluorescente, o espalhamento e desenvolvimento das células também serão avaliados por meio de microscopia de varredura para verificar a relação célula/biomembrana. Para avaliar a adesão e a proliferação das CTMs na superfície do biodevice, serão utilizadas as técnicas: Citometria de fluxo, microscopia confocal, viabilidade celular, MEV, imunocitoquímica, e registros fotográficos. A instalação do biodevice seguirá a sequência testada no estudo piloto e todo o procedimento será registrado por imagem fotográfica digital. Posteriormente, os biodevices revestidos de CTMs serão implantados sobre a musculatura estriada uretral e MRA do modelo experimental proposto. Após o implante do biodevice com CTMs os animais serão submetidos à técnica de imageamento in vivo para rastrear as CTMs e sua migração da membrana para o tecido. Serão estudadas as características morfológicas e morfométricas dos tecidos em contato com os biodevices e após 60 dias da instalação do biodevice e da cirurgia SHAM as ratas serão anestesiadas com tiopental sódico (dose de 80 mg/kg). Será realizada a dissecação fina do MRA para as análises, dissecação fina da uretra (ventral) e da vagina (dorsal) em conjunto com remoção do tecido conjuntivo e exposição da túnica muscular superficial desses órgãos e remoção do óstio vaginal.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: