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Efeitos da melatonina na via insulínica e inflamatória de ratos com periodontite apical

Processo: 18/23346-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2019
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Endodontia
Pesquisador responsável:Doris Hissako Sumida
Beneficiário:Bruna Soares Tavares
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araçatuba. Araçatuba , SP, Brasil
Assunto(s):Endocrinologia   Melatonina   Resistência à insulina   Inflamação   Periodontite periapical   Saúde bucal

Resumo

A relação entre processos inflamatórios orais e saúde sistêmica vem se tornando um aspecto de grande interesse da comunidade médica e odontológica, visto que o número de publicações sobre este tema aumentou consideravelmente nos últimos anos. A periodontite apical (PEA) é uma inflamação oral associada ao aumento de citocinas pró-inflamatórias que podem atuar de forma local e sistêmica, além disso, possui associações com outras doenças, tais como a síndrome metabólica e Diabetes mellitus. Resultados do nosso laboratório demonstraram que a PEA em ratos ocasiona resistência insulínica e alterações no sinal insulínico. Sabe-se que a melatonina (MEL) melhora a resistência insulínica. Nesse sentido, hipotetizamos que a administração de MEL em ratos com PEA possa prevenir ou diminuir a resistência insulínica encontrada nestes animais. Considerando-se os efeitos regulatórios da MEL sobre processos inflamatórios, se faz relevante avaliar a influência da administração de MEL sobre um processo inflamatório localizado como a PEA. Portanto, o presente estudo tem como objetivo verificar os efeitos da administração da MEL na resistência à insulina, na via insulínica e inflamatória, nas concentrações plasmáticas de citocinas pró-inflamatórias e no perfil lipídico em ratos com PEA. Para tanto, serão utilizados 72 ratos Wistar com 60 dias de idade distribuídos aleatoriamente em 4 grupos (n = 18): a) controle (CN); b) controle suplementado com MEL (CNMEL); c) PEA; d) PEA suplementado com MEL (PEAMEL). As PEAs serão induzidas aos 60 dias de idade empregando-se broca em aço carbono dotada de esfera na extremidade com 0,1 mm em primeiros e segundos molares superiores e inferiores do lado direito. Após a indução das PEAs, será iniciada a administração com MEL (5 mg/Kg) por via oral (diluída em água de beber) por 60 dias. Ao término do tratamento serão analisados os seguintes parâmetros: 1) grau de fosforilação em tirosina da pp185 e grau de fosforilação em serina da Akt (antes e após o estímulo insulínico) em músculo sóleo (MS), músculo extensor digital longo (EDL), tecido adiposo branco periepididimal (TAB) e fígado (FIG); 2) grau de fosforilação de JNK e IKK±/² em MS, EDL, TAB e FIG; 3) concentração plasmática de citocinas pró-inflamatórias (TNF-±, IL6, IL10 e IL1²); 4) glicemia; 5) insulinemia; 6) resistência à insulina (HOMA-IR); 7) perfil lipídico (colesterolemia e triacilgliceridemia). A análise estatística será feita por análise de variância (ANOVA) de dois fatores seguido pelo teste de Bonferroni e as diferenças entre os grupos serão consideradas significantes quando p < 0,05. (AU)