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Mulheres em Economia: Efeitos de um professor do mesmo gênero sobre os resultados educacionais e a escolha de carreira

Processo: 19/07424-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 27 de março de 2020
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia
Pesquisador responsável:Fernanda Gonçalves de La Fuente Estevan
Beneficiário:Bruna Pugialli da Silva Borges
Supervisor no Exterior: Lena Cecilia Edlund
Instituição-sede: Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Columbia University in the City of New York, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:17/23593-8 - Gênero no ensino superior, BP.DR
Assunto(s):Ensino superior

Resumo

Apesar de as mulheres já terem ultrapassado os homens no acesso ao Ensino Superior, elas ainda permanecem subrepresentadas em cursos intensivos em matemática. A histórica falta de representatividade das mulheres gera uma parcela pequena de docentes do sexo feminino em tais áreas, o que resulta em uma ausência de role models para as estudantes mulheres, o que pode afetar o desempenho no Ensino Superior. Esse estudo tem como objetivo testar essa hipótese no Brasil, investigando a existência de efeitos de possuir um professor do mesmo gênero no Ensino Superior brasileiro. Especificamente, na pesquisa analisamos se a exposição a uma parcela maior de professoras ao longo da graduação afeta os resultados educacionais das alunas e suas escolhas ocupacionais. A análise empírica utiliza dados administrativos detalhados do Departamento de Economia da Universidade de São Paulo, contendo informação sobre as características dos alunos, professores e cursos. Combinamos esses dados com informações sobre candidatos a programas de Mestrado em Economia no Brasil, e com informações sobre o mercado de trabalho formal brasileiro. Como estratégia de identificação, a aleatorização dos alunos para turmas no primeiro semestre de graduação nos permite lidar com problemas típicos de endogeneidade, como auto-seleção dos alunos para cursos ou professores. Nossos resultados preliminares mostram que a probabilidade de uma aluna ser aprovada em um curso do primeiro semestre aumenta em três pontos percentuais quando o curso é lecionado por um docente do sexo feminino.