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Mecanismos inflamatórios subjacentes à cronicidade da dor muscular e a sua prevenção pelo exercício físico: estudo do envolvimento de macrófagos, receptores PPAR gama e P2X4

Processo: 18/13599-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2019
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Maria Cláudia Gonçalves de Oliveira Fusaro
Beneficiário:Graciana de Azambuja
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Limeira , SP, Brasil
Assunto(s):Exercício físico   Dor crônica   Mialgia   Inflamação   Macrófagos   PPAR gama   Receptores purinérgicos P2X4

Resumo

Dores crônicas de origem musculoesquelética são um problema de saúde pública mundial com importante impacto socioeconômico. Atualmente, já são conhecidos diferentes mecanismos moduladores das dores musculares agudas. Entretanto, pouco se sabe sobre os mecanismos subjacentes à transição da dor aguda em crônica assim como sua manutenção. Nas condições dolorosas crônicas, a terapêutica farmacológica nem sempre se mostra eficiente, tanto pela refratariedade de alguns pacientes quanto pelos inúmeros efeitos colaterais. Por outro lado, o exercício físico tem sido evidenciado como uma abordagem terapêutica bastante eficiente e sem os efeitos colaterais da terapêutica farmacológica. Experimentos-piloto do nosso laboratório demonstraram que o exercício físico não só reduz a dor muscular aguda como também impede a cronificação. Além disso, demonstramos que os receptores PPAR-³ estão envolvidos na prevenção da dor muscular aguda pelo exercício físico. Considerando-se a relevância clínica das dores musculares crônicas, o objetivo do presente estudo é pesquisar mecanismos inflamatórios subjacentes à cronificação da dor muscular e avaliar se esses mesmos mecanismos modulam a prevenção da dor muscular crônica pelo exercício físico. Serão avaliados o envolvimento e a inter-relação dos receptores PPAR-gama e P2X4, macrófagos com fenótipos M1/M2, citocinas pró e anti-inflamatórias e enzimas óxido nítrico-sintase induzida (iNOS), ciclooxigenase 2 (COX-2) e p38 MAPK. Para isso, utilizaremos um modelo de dor muscular persistente, que diferencia as etapas de dor aguda, cronicidade e persistência da dor, exercício físico através da natação, farmacologia comportamental e técnicas de biologia molecular. (AU)