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Efeito da doxiciclina sobre a discinesia tardia induzida por haloperidol

Processo: 19/02300-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2019
Vigência (Término): 10 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Elaine Aparecida Del Bel Belluz Guimarães
Beneficiário:Rafaela Aparecida Ponciano da Silva de Moraes
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/25029-4 - Estudo da contribuição do processo inflamatório na discinesia induzida por L-DOPA na Doença de Parkinson, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):19/14765-5 - O papel da interação entre neurônios e glia em disfunções dopaminérgicas experimentais: como as novidades em análise de imagens e a transferência de exossomos entre glia e neurônios pode nos ajudar?, BE.EP.IC
Assunto(s):Doenças neurodegenerativas   Esquizofrenia   Doxiciclina   Haloperidol   Discinesia tardia

Resumo

A esquizofrenia é um distúrbio mental crônico caracterizado por sintomas positivos (alucinações, delírios, pensamento desordenado, agitação psicomotora), sintomas negativos, (identificados como avolição, anedonia, isolamento social) e sintomas cognitivos (representados por déficits de memória e atenção). Os antipsicóticos, classificados como típicos e atípicos, tratam com eficácia distinta os diferentes sintomas do transtorno. As duas classes podem induzir efeitos colaterais importantes. Especialmente os antipsicóticos típicos são responsáveis pelo aparecimento de efeitos colaterais motores, sendo a discinesia tardia considerada um dos mais relevantes devido à sua potencial irreversibilidade e taxa de prevalência entre pacientes expostos a altas doses de antipsicóticos por um período longo de tempo. A discinesia tardia se caracteriza por movimentos orofaciais involuntários e estereotipados que podem ter grande impacto funcional e social. Os mecanismos pelos quais a discinesia tardia se estabelece ainda não foram totalmente elucidados. É provável que haja contribuição (I) do aumento da sensibilidade dos receptores de dopamina do tipo D2, visto que os antipsicóticos são antagonistas desses receptores, e (II) do estresse oxidativo gerado pela metabolização do antipsicótico. Novos empregos farmacológicos vêm sendo sugeridos para as tetraciclinas de segunda geração (minociclina e doxiciclina), tendo em vista sua ação antinflamatória e antioxidante e potencial neuroprotetor. A minociclina apresentou resultados benéficos, sobretudo nos sintomas negativos, em estudos pré-clínicos e clínicos de esquizofrenia. A doxiciclina é bem tolerada após tratamento prolongado em dose sub-antibiótica, não apresentando efeitos colaterais. Assim, os objetivos deste trabalho são: (1) investigar o potencial de prevenção da discinesia tardia pela doxiciclina e (2) uma vez confirmado este potencial, através de técnicas moleculares (zimografia, detecção de espécies reativas de oxigênio -ROS- e da atividade de succinato desidrogenase - SDH) testar a hipótese de que esses efeitos tem a participação da ação antioxidante da doxiciclina. Será utilizado um modelo animal para discinesia tardia induzida por decanoato de haloperidol que atende aos critérios de validade preditiva e analogia.