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COLE latent vírus: caracterização biológica, molecular e epidemiológica

Processo: 19/06853-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2019
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Marcelo Eiras
Beneficiário:Agatha Mota de Oliveira
Instituição-sede: Instituto Biológico (IB). Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/50334-3 - Plano de Desenvolvimento Institucional em Pesquisa (PDIp): modernização e adequação de unidades multiusuárias estratégicas do Instituto Biológico, AP.PDIP
Assunto(s):Vírus de plantas

Resumo

O cole latent virus (CoLV), gênero Carlavirus, família Betaflexiviridae, possui partículas alongadas flexuosas com cerca de 650 nm de comprimento, e seu genoma é constituído por um RNA de fita simples. Esse vírus, que até o momento só foi descrito infectando brássicas no Brasil, é transmitido mecanicamente e por afídeos de maneira não persistente. Nas hospedeiras naturais as infeções de CoLV transcorrem sem a expressão de sintomas, mas frequentemente são observados sintomas de clareamento de nervuras e mosaico nas folhas. Cole latent virus é considerada uma espécie definitiva do gênero Carlavirus embora a sequência nucleotídica completa do genoma viral seja desconhecida. Em consequência, a variabilidade genética desse vírus, sua epidemiologia e a interação com outros vírus frequentes em brássicas, ex. turnip mosaic virus (TuMV), permanecen ignoradas. Portanto, os objetivos deste projeto são: (i) avaliar a diversidade genética de isolados de CoLV provenientes de diferentes regiões do Brasil por meio do sequenciamento completo do seu genoma; (ii) analisar aspectos da sua epidemiologia por meio de testes de transmissão com diferentes espécies de afídeos vetores e desafiando hospedeiras alternativas; (iii) obter preparações purificadas do CoLV, produzir antissoro policlonal para emprego em PTA-ELSA e avaliar o uso dessa técnica em prospecções de campo; (iv) desenvolver primers para a detecção do CoLV por meio de RT-qPCR; (v) estimar, por meio de ensaios biológicos em condições controladas, o efeito da temperatura na expressão dos sintomas e no desenvolvimento de variedades de brássicas inoculadas com CoLV; (vi) avaliar, em condições controladas, os efeitos (sinérgicos ou antagônicos) de co-infecções do CoLV com o TuMV em plantas de brássica. Estima-se que os resultados deste projeto permitam aprofundar no conhecimento do CoLV e da interação com potivirus ex. TuMV, elementos essenciais para a adoção de estratégias de manejo e controle do(s) vírus no campo.