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Impacto do fator raça na progressão e biologia do melanoma e carcinoma de pulmão de células não pequenas

Processo: 18/26006-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Israel Tojal da Silva
Beneficiário:Felipe de Azevedo Oliveira
Instituição-sede: A C Camargo Cancer Center. Fundação Antonio Prudente (FAP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Biologia computacional   Melanoma   Neoplasias   Neoplasias pulmonares

Resumo

Raça refere-se a uma população com características genéticas e fenotípicas comuns que a distinguem de outras populações. Estudos populacionais sugerem diferenças biológicas entre raças, em múltiplos aspectos, como: mutações, obesidade, inflamação crônica e sistema imune, sendo, portanto, um fator relevante a ser considerado no surgimento e progressão de doenças. Melanoma e carcinoma de pulmão de células não pequenas (CPCNP) possuem grande agressividade, porém, enquanto o primeiro possui uma representativa incidência no Brasil, o segundo é considerado mais raro. CPCNP possui fortes componentes genéticos e ambientais, sendo o seu principal fator de risco o tabagismo. Segundo dados de 2012, o câncer de pulmão foi o tipo de câncer mais incidente no mundo, e foi observado nos Estados Unidos uma maior incidência em afrodescendentes. Já o melanoma tem como seu principal fator de risco a exposição excessiva à radiação solar ultravioleta (UV), além do histórico familiar. Entre raças, existe uma diferença no perfil mutacional de alguns genes importantes no desenvolvimento do melanoma. Devido à falta de conclusões claras sobre as diferenças observadas na incidência e mortalidade entre raças, em diversas neoplasias, este trabalho busca esclarecer o impacto racial na expressão gênica, infiltrado inflamatório e na resposta à terapia no melanoma e CPCNP, além de confrontara validade da autoclassificação racial. Os dados genômicos e clínicos serão obtidos a partir do The Cancer Genome Atlas (TCGA) e de amostras locais. Serão utilizados os software Admixture, RFmix e PCadmix para identificarmos ancestralidade cromossômica, individual e populacional. Assim, pretendemos contribuir para a identificação de possíveis marcadores raça-específicos, além de buscar um melhor entendimento da relação entre câncer, tratamento e raça. (AU)