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Esporotricose na região de Botucatu, SP: estudo retrospectivo e identificação molecular do agente etiológico

Processo: 19/03489-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2019
Vigência (Término): 30 de novembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Sandra de Moraes Gimenes Bosco
Beneficiário:Alana Lucena Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Zoonoses   Esporotricose   Felidae   Sporothrix

Resumo

A esporotricose é uma infecção fúngica que acomete principalmente o tecido subcutâneo e sua incidência vem aumentando drasticamente no Brasil há cerca de 20 anos. A doença é causada por espécies do clado patogênico do gênero Sporothrix (Sporothrix schenckii sensu stricto, Sporothrix brasiliensis, Sporothrix globosa e Sporothrix luriei) que apresentam distintos perfis de distribuição geográfica, virulência e resistência aos antifúngicos. No Brasil, tem se observado um aumento nos casos de esporotricose causadas pela espécie S. brasiliensis envolvendo os gatos domésticos com transmissão zoonótica em seres humanos. O diagnóstico precoce da doença, aliados às medidas de vigilância, campanhas de educação em saúde e o tratamento adequado são formas de contenção da propagação da doença, visando a eliminação de surtos. Deste modo, os métodos de detecção molecular são considerados práticos e rápidos, além de possuírem boa sensibilidade e especificidade para dar reposta a essas necessidades. O presente projeto tem por objetivo determinar a etiologia dos casos de esporotricose em material parafinado no período de 1977 até 2018 nos animais atendidos junto ao Hospital Veterinário da FMVZ, bem como os atendimentos humanos junto à Faculdade de Medicina de Botucatu, UNESP/Botucatu, além de desenhar primers para a padronização da identificação molecular baseada na região dos inteins e estabelecer as relações de filogenia baseadas nestas regiões. Tal técnica permite identificar independente do sequenciamento gênico. Para tanto, já foi realizado um levantamento, observado um total de 27 casos de esporotricose animal, sendo 25 em felinos e dois em cães, além de 20 casos em humanos. O material será avaliado por meio de extração de DNA e posterior realização de PCR utilizando primers específicos para a identificação de Sporothrix, sp. baseados na região do DNA ribossomal e também pela região dos inteins VMA e PRP8. Os amplicons obtidos na reação de PCR serão sequenciados (a fim de se comprovar a identidade molecular de Sporothrix spp.) e serão utilizados para estabelecer relações filogenéticas e desenhar um método de identificação molecular rápido e preciso sem necessidade de sequenciamento. (AU)