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avaliação da associação de extratos de frutos de Pterodon Pubescens Benth, Arrabidaea chica Verlot e Bixa Orellana nas atividades cicatrizantes, antiproliferativas, antinociceptivas e anti-inflamatórias

Processo: 19/07368-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de maio de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise e Controle de Medicamentos
Pesquisador responsável:Mary Ann Foglio
Beneficiário:Dayana Joicy Santana
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/20252-8 - Avaliação da associação de extratos de frutos de Pterodon pubescens Benth., Arrabidaea chica Verlot e Bixa orellana nas atividades cicatrizantes, antinociceptiva e anti-inflamatória, AP.R
Assunto(s):Inflamação   Antiproliferativos   Nociceptividade   Cicatrização   Medicamentos fitoterápicos   Bixa orellana   Arrabidaea chica   Pterodon

Resumo

A inflamação é uma resposta imune complexa relacionada ao dano tecidual e/ou celular causada por estímulos químicos, físicos, imunológicos ou microbianos e possui como objetivo levar a resolução do dano tecidual. A inflamação é geralmente regulada por uma cascata de interações moleculares e reações bioquímicas responsáveis por propagar e amadurecer a resposta inflamatória e envolve o sistema vascular local, o sistema imunológico e vários tipos de células. A dor aparece devido aos efeitos diretos de mediadores resultantes tanto do dano inicial quanto da resposta inflamatória. Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINES) representam um grupo de mais de 20 drogas que desfrutam de ampla aplicação clínica e apresentam compostos com estruturas químicas heterogêneas que demonstram eficácia para o tratamento da dor e inflamação. O uso indiscriminado e contínuo de AINEs pode levar a efeitos adversos que incluem distúrbios gastrointestinais, úlceras gástricas, toxicidade renal, problemas cardiovasculares e no sistema nervoso central. A descoberta e desenvolvimento de novos medicamentos continuam a ser um desafio e apesar dos principais avanços no conhecimento dos mecanismos moleculares envolvidos na dor e inflamação, as terapias atuais são usualmente insuficientes por possuírem efeitos colaterais severos ou eficácia limitada. A utilização de fitocomplexos pode ser uma alternativa para o tratamento de doenças inflamatórias crônicas. As espécies Arrabidaea chica verlot, Bixa orellena e Pterodon pubescens Benth. são popularmente utilizadas no tratamento de diversas doenças inflamatórias. A descoberta e desenvolvimento de novos medicamentos continuam a ser um desafio, com custos elevados em pesquisa e desenvolvimento. Apesar dos principais avanços no conhecimento dos mecanismos moleculares envolvidos no tratamento de câncer, dor e inflamação, as terapias atuais são usualmente insuficientes por possuírem efeitos colaterais severos ou eficácia limitada. Por esta razão, a identificação dos mecanismos de ação, a busca por novas moléculas que sejam eficazes aliados a menos efeitos adversos, torna-se extremamente necessária para as possíveis aplicações. Nosso grupo de pesquisas vem trabalhando nessa área desde 1987. Entre as espécies estudadas a Pterodon pubescens Benth tem demonstrado excelente potencial no controle da proliferação celular, nocicepção e inflamação. Enquanto a Arrabidaea chica Verlot apresenta capacidade de proliferação de fibroblastos que possibilitou o desenvolvimento de produto para a recuperação de pacientes em tratamento de câncer que desenvolvem mucosite. A Bixa orellana é de grande importância nas indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética, devido à produção de pigmentos, comumente empregados para colorir medicamentos e outros produtos farmacêuticos. Nessa espécie foi identificado um total de 73 componentes sendo o geranilgeraniol um dos compostos majoritários. Estudos demonstraram que o geranilgeraniol é responsável por reverter parcialmente os efeitos tóxicos do ácido zoledrônico, nos fibroblastos gengivais humanos, sugerindo que a regulação desses genes é realizada pela via do mevalonato, podendo, dessa forma, ser utilizado como estratégia terapêutica para osteonecrose dos maxilares induzida por bisfosfonatos (OMIB). A partir dos resíduos de produção do corante da Bixella orellana, estudaremos o potencial farmacológico desses insumos isoladamente e em associações com Pterodon pubescens Benth e Arrabidaea chica verlot avaliando a resposta dessas associações nos modelos experimentais propostos. Desta forma, os resultados obtidos resultarão em impactos significativos sob diferentes aspectos, tais como: Impacto cientifico: publicação de novos resultados, solicitação de patentes, validação de processos de extração de princípios ativos, validação de processos de avaliação farmacologica; Impacto tecnológico: lançamento de novos medicamentos no mercado; Impacto econômico: desenvolvimento de produto nacional