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Avaliação de reator de membrana fotocatalítica submersa para remoção de atividade estrogênica de água e efluentes

Processo: 19/04319-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 23 de agosto de 2019
Vigência (Término): 22 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Sanitária - Tratamentos de Águas de Abastecimento e Residuárias
Pesquisador responsável:Geórgia Christina Labuto Araújo
Beneficiário:Geórgia Christina Labuto Araújo
Anfitrião: Joao Paulo Serejo Goulao Crespo
Instituição-sede: Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema , SP, Brasil
Local de pesquisa : Universidade Nova de Lisboa, Portugal  
Assunto(s):Membranas filtrantes   Hormônios

Resumo

O acesso a água limpa e segura e ao saneamento básico são direitos fundamentais dos seres humanos. Em contrassenso, corpos hídricos vêm sendo mundialmente destituídos de sua qualidade pelo mau uso dos recursos naturais, provocando escassez de água, seja por quantidade disponível ou por deterioração de sua qualidade. No que concerne à qualidade, esforços para desenvolvimento de novas tecnologias e processos que contribuam para o tratamento de águas e efluentes têm sido empreitados pela comunidade científica no intuito de garanti-la. Dentre os inúmeros contaminantes frequentemente reportados em corpos hídricos, os hormônios naturais ou sintéticos são particularmente preocupantes devido sua ação sobre o sistema endócrino dos seres vivos, inclusive quando presentes em baixíssimas concentrações. Processos de tratamento de água e efluentes em larga escala não contemplam de forma eficaz a remoção de tais substâncias, necessitando de adequação pela combinação com tratamentos mais efetivos como adsorção, processos oxidativos avançados e filtração por membranas. Tais tratamentos podem ser associados para alcançar resultados mais satisfatórios, como ocorre com os recentes usos de membranas fotocatalíticas para a remoção de fármacos de meio aquoso, que associa o melhor dos três tipos de tratamento. O presente projeto propõe o emprego de reator de membrana fotocatalítica submersa, operando com membrana comercial de carbeto de silício plano recoberta com nanopartículas de TiO2, usando na preparação da membrana um processo de sol-gel, para o tratamento de águas e efluentes contendo hormônios, nomeadamente 17²-Estradiol, 17±-etinilestradiol, estrona, estriol e progesterona. O projeto será desenvolvido sob supervisão do Dr. João Crespo, professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa, coordenador do Laboratory of Membrane Processes, do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (IBET) e do programa de doutorado em Membrane Engineering, da UNL (consórcio de universidades e financiado pela Comissão Européia). É uma oportunidade única de imersão e intercâmbio acadêmico-científico para o aprofundamento de conhecimentos e constituição desta nova linha de pesquisa para a proponente, ampliando seu conjunto de competências para o tratamento de águas e efluentes, contribuindo para o desenvolvimento de novas tecnologias no âmbito da Universidade Federal de São Paulo e para a formação de recursos humanos junto aos programas de pós-graduação nos quais a atua.