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Estudo do metabolismo muscular energético relacionado a produção de carne escura em bovinos provenientes de sistemas de terminação intensivo ou extensivo

Processo: 19/04581-4
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de agosto de 2019
Vigência (Término): 31 de julho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Produção Animal
Pesquisador responsável:Saulo da Luz e Silva
Beneficiário:Saulo da Luz e Silva
Anfitrião: David Edwin Gerrard
Instituição-sede: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga , SP, Brasil
Local de pesquisa : Virginia Polytechnic Institute and State University, Estados Unidos  
Assunto(s):Qualidade da carne

Resumo

Bovinos de corte criados exclusivamente em condições de pastagem formam a base para a produção de carne ao redor do mundo. Normalmente, a carne desses animais possui algumas características indesejáveis, como menor maciez, pH mais elevado e uma coloração mais escura, quando comparados a animais alimentados em confinamento com dietas ricas em grãos. O pH mais elevado e uma consequente coloração mais escura da carne, têm sido relacionados a vários fatores, entre os quais, as práticas inadequadas de manejo pré-abate que levam ao exaurimento das reservas de glicogênio muscular, reduzindo, por consequência, a queda do pH levando a uma carne com coloração mais escura. Embora os animais terminados à base de forragens produzam carne escura, nem sempre esse fato recapitula a bioquímica subjacente ao DFD e, portanto, pode resultar de alterações no músculo em resposta a diferentes paradigmas de produção. Estudos prévios mostraram bovinos terminados em pastagem produziram uma carne mais escura, mesmo quando os níveis de glicogênio muscular eram normais e também com valores finais de pH semelhantes. Embora a maior parte das evidências suportem as diferenças na cor da carne de animais terminados em pastagem ou confinamento, os mecanismos relacionados a essas diferenças ainda não estão claros. Nesse sentido, este trabalho será realizado para avaliar o impacto de sistemas intensivos e extensivos de alimentação de bovinos no metabolismo energético muscular, no metabolismo pós-morte e no desenvolvimento da cor da carne bovina. Serão utilizadas amostras do músculo Longissimus de 40 bovinos terminados com dietas de alto ou baixo crescimento e alto ou baixo concentrado em um esquema fatorial 2 x 2. Os animais serão abatidos em uma idade relativamente constante e um peso final de 570 kg. Após o abate serão avaliadas o pH, cor, maciez, função mitocondrial, glicólise in vitro, metabólitos (glicogênio, glicose, G6P, lactado, NAD+ e NADH), além de enzimas oxidativas (succinato, desidrogenase, citrato sintase, OXPHOS), e enzimas do metabolismo da glicose (glicogênio fosforilase, glicogênio sintase, hexoquinase e lactato desidrogenase) e também o perfil morfométrico muscular.