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Fluxo radial em ramos de espécies de Acer: implicações para mudanças de condutância hidráulica do xilema mediada por íons

Processo: 19/08596-6
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 16 de setembro de 2019
Vigência (Término): 15 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitotecnia
Pesquisador responsável:Rafael Vasconcelos Ribeiro
Beneficiário:Luciano Pereira
Supervisor no Exterior: Steven Jansen
Instituição-sede: Instituto Agronômico (IAC). Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : Ulm University, Alemanha  
Vinculado à bolsa:17/14075-3 - Novos métodos para estudo das propriedades hidráulicas do xilema e embolismo in vivo em plantas, BP.PD

Resumo

O transporte de água nas plantas não é um processo completamente passivo e a presença de íons na seiva pode aumentar a condutividade do xilema. Hipoteticamente, hidrogéis (pectinas) na membrana da pontoação entre vasos podem murchar se íons estiverem presentes na seiva, o que resultaria em uma redução da resistência ao fluxo de água. Essa explicação no entanto, é desafiada pela falta de evidências da presença de pectinas nas membranas das pontoações maduras. Alternativamente, nos levantamos a hipótese de que o efeito iônico está relacionado com o fluxo radial, isto é, o transporte de água das células mortas do xilema para as células vivas ao entorno dos vasos. Nesse caminho as pectinas ocorrem nas membranas entre os vasos e células do parênquima, o que poderia explicar o aumento da condutância hidráulica na presença de íons. Em nosso projeto FAPESP de pós-doutorado nós desenvolvemos um método para estudar o fluxo radial, que poderá ser validado e melhorado com o uso de espécies já caracterizadas em relação ao efeito iônico, como são as espécies estudadas pelo grupo do Prof. Steven Jansen. Assim, nosso objetivo é testar se o efeito da concentração iônica do xilema determina o fluxo radial em várias espécies de Acer e se isso poderia explicar o efeito mediado por íons. O fluxo radial de ramos é fundamental para o entendimento sobre o transporte de água nas plantas, pela ligação funcional entre xilema e floema e mecanismos de resistência à seca, que por sua vez determinam a produtividade das plantas sobre condições variadas de disponibilidade hídrica.