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Operador negativo nem: uma análise pragmático-semântica

Processo: 18/17642-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Pesquisador responsável:Dirceu Cleber Conde
Beneficiário:Isaac Souza de Miranda Junior
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Semântica   Semântica formal   Sintaxe   Pragmática   Negação

Resumo

O português brasileiro, como qualquer língua, oferece uma diversa gama de operadores semânticos (e, ou, mas, para). Esses operadores podem ter ambientes sintáticos fixos ou variáveis, mas sempre conservam seu traço lógico semântico em todas as suas formas de ocorrência. O operador nem tem um comportamento extremamente incomum e único quando comparado à sua classe (operadores negativos). Ele é deveras flexível quanto ao seu ambiente sintático, mantendo seu significado semântico, seu caráter negativo e, em teoria, um fator pragmático. Entretanto, algumas questões a seu respeito necessitam ainda de respostas: o que desencadeia a interpretação de nem para além do sentido literal? Como ele se relaciona na estrutura da sentença com os outros elementos? Qual a diferença entre nem e não? O que permite nem coordenar, sem agramaticalidade, sentenças como "O Mathias nem estudou nem dormiu nem o Conrado"? Este projeto procura elaborar, por meio de análises sintáticas, semânticas e pragmáticas, uma descrição do operador nem e criar uma formalização final para o operador. A hipótese inicial é a de que o operador carregue além da simples negação lógica (¬) algum conteúdo proposicional que possa ser oriundo de uma implicatura generalizada.