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Padronização e implantação da técnica de transcrição reversa seguida - seminested reação em cadeia pela polimerase (RT-snPCR) para detecção dos enterovírus direto da amostra clínica

Processo: 19/00936-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Rita de Cássia Compagnoli Carmona
Beneficiário:Lucas Araujo Leme
Instituição-sede: Instituto Adolfo Lutz (IAL). Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Técnicas e procedimentos de laboratório   Virologia   Reação em cadeia por polimerase (PCR)   Enterovirus   Validação

Resumo

Os Enterovirus (EVs) estão associados a uma variedade de manifestações clínicas em humanos, incluindo meningite asséptica, paralisia flácida aguda, rash indiferenciado, miocardite, doença semelhante à sepse neonatal e conjuntivite hemorrágica aguda. Para detecção dos EVs, o isolamento viral em cultura de células foi durante muitos anos considerado o método "padrão ouro". A identificação do vírus isolado, era realizada pelo ensaio de soroneutralização (Nt), utilizando antissoros policlonais de referência, de distribuição limitada e por imunofluorescencia indireta (IFI), utilizando alguns anticorpos monoclonais. No entanto, estes métodos são demorados e trabalhosos, sensíveis à agregação de vírus e variação antigênica, e requer um grande número de antissoros para identificar todos os sorotipos. Além disso, não há antissoro ou anticorpo monoclonal de referência disponível para todos os tipos de EVs descritos. Recentemente, foi desenvolvido um protocolo pelo CDC-WHO utilizando primers genéricos da proteína VP1, região alvo mais útil para a tipagem molecular do EVs e para estudos de evolução. A amplificação do gene VP1 por transcrição reversa - seminested Reação em cadeia pela Polimerase (RT-snPCR) seguido por sequenciamento genômico foram utilizados para discriminar todas as cepas protótipos de EVs e assim permitir identificar o vírus isolado direto das amostras clínica humanas, e potenciais novos EVs. Esta ferramenta possibilitará diminuir o tempo para caracterização dos EVs em genótipos e irá fornecer dados relevantes sobre distribuição desse vírus e a variabilidade genética na população humana infectada.