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Investigando o papel dos exossomos derivados de células de linfoma resistentes a quimioterapia como mediadores da plasticidade celular

Processo: 19/09510-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 11 de junho de 2019
Vigência (Término): 12 de outubro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária
Pesquisador responsável:Heidge Fukumasu
Beneficiário:Taismara Kustro Garnica
Supervisor no Exterior: David John Argyle
Instituição-sede: Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga , SP, Brasil
Local de pesquisa: University of Edinburgh, Escócia  
Vinculado à bolsa:17/15406-3 - Vesículas extracelulares como potencial marcador preditivo em cães com linfoma multicêntrico, BP.MS
Assunto(s):Oncologia veterinária   Biologia molecular   Quimiorresistência   Cultura de células   Exossomos   Linfoma   Cães

Resumo

Os linfomas caninos são um grupo diversificado de cânceres e estão entre os cânceres mais comuns diagnosticados em cães. Existem mais de 30 tipos descritos de linfoma canino, e esses tipos de câncer variam enormemente em seu comportamento. Os linfomas podem afetar qualquer órgão o corpo, mas mais comumente se originam nos gânglios linfáticos, antes de se espalhar para outros órgãos ,como o baço, fígado e medula óssea. O linfoma multicêntrico é o tipo mais comum de linfoma no cão, e a terapia mais eficaz é a poliquimioterapia onde medicamentos administrados durante várias semanas. No entanto, existem altas taxas de recidiva, não havendo nenhum teste diagnóstico para prever a resposta terapêutica. Exossomos são nanovesículas (contendo uma variedade de citocinas, fatores de crescimento, proteínas, lipídios e microRNAs) secretados pelas células para o meio extracelular, onde eles podem ser absorvidos por células vizinhas, ou chegar a tecidos distantes, e mediar vários processos biológicos. Os exossomos foram considerados como os principais mediadores da comunicação intercelular. No câncer de mama humano, a transferência exossômica de material, como o miRNA, tem demonstrado participação na aquisição de quimiorresistência e aumento da oncogenicidade. Estudos demonstraram que em condições de hipóxia o número de exossomos liberados de células humanas de câncer de mama aumentam significativamente levando a uma maior chance de metástase in vivo. As Pesquisas nesse campo ainda são limitadas e há pouca publicação sobre o papel dos exossomos no câncer de animais de companhia. Contudo, nosso objetivo é investigar se os exossomos secretados pelas células do linfoma quimiorresistente podem conduzir a mudança fenotípica de populações de células cancerosas e com isso levar a um fenótipo quimiorresistente. (AU)