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Suscetibilidade de Spodoptera frugiperda (Lepidoptera: Noctuidae) a toxinas Cry modificadas de Bacillus thuringiensis

Processo: 19/05175-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2019
Vigência (Término): 30 de abril de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Ricardo Antonio Polanczyk
Beneficiário:Matheus Henrique Tozzi Guarita Borges
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal , SP, Brasil
Assunto(s):Entomologia

Resumo

A lagarta-do-cartucho-do-milho, Spodoptera frugiperda (J.E. Smith, 1797) é a principal pragas na cultura do milho no Brasil e em diversos países do mundo. Uma das alternativas utilizadas para o manejo dessa praga é a utilização de plantas transgênicas que expressam toxinas inseticidas produzidas pela bactéria Bacillus thuringiensis (Bt). No entanto, problemas causados pela evolução de resistência desta espécie têm ameaçado a sustentabilidade desta tecnologia. No Brasil, casos de resistência já foram relatados para diferentes tecnologias de milho Bt. Uma alternativa para o manejo de resistência de insetos em cultivos Bt é a utilização de proteínas modificadas com maior toxicidade para a praga alvo e, que sobretudo sejam capazes de matar insetos resistentes. Esta técnica já tem sido utilizada com sucesso pelo grupo colaborador deste projeto (Alejandra Bravo - UNAM), a qual já possuem duas proteínas modificadas: Cry1AbMod para controle de Manduca sexta e Cry1AcMod para controle de Pectinophora gossypiella e Plutella xylostella. Os objetivos do presente projeto são: (1) avaliar a suscetibilidade de populações de S. frugiperda resistentes as toxinas Cry, às toxinas modificadas de Cry1Ab e Cry1Fa; (2) avaliar os efeitos subletais destas toxinas na prole e (3) avaliar a capacidade de transferência intergeracional das toxinas Cry1Ab e Cry1Fa para os ovos. Este trabalho visa fornecer uma importante estratégia para o manejo de insetos resistentes, uma vez que estas proteínas modificadas geneticamente podem ter a capacidade de controlar insetos que já são resistentes as proteínas Bt atuais, bem como, as tecnologias Bt que ainda estão sendo utilizadas e que há risco de evolução de resistencia a campo.