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Formas de inoculação de Rhizobium tropici e Azospirillum brasilense na cultura do feijão comum: crescimento radicular, fixação biológica de nitrogênio e produtividade de grãos

Processo: 18/15930-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitotecnia
Pesquisador responsável:Rogério Peres Soratto
Beneficiário:Amanda Prado Gilabel
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Manejo e tratos culturais   Inoculação   Rhizobium tropici   Azospirillum brasilense   Feijão   Fixação de nitrogênio   Nodulação   Teste de Turkey

Resumo

Dentre os nutrientes exigidos pelo feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris L.), o nitrogênio (N) é o mais absorvido. Os fertilizantes nitrogenados, uma das principais fontes de N para a cultura, apresentam elevado custo econômico e energético, baixa eficiência de utilização pelas plantas, além de risco ambiental. Dessa forma, há um grande interesse em estratégias que visem à redução na aplicação de fertilizantes e, consequentemente, melhorias em termos de sustentabilidade nas áreas agrícolas. Nesse sentindo, uma técnica que começa a ser explorada na cultura do feijão é a coinoculação, que consiste na associação de bactérias do gênero Azospirillum com as do gênero Rhizobium. É possível que algumas bactérias, dentre elas as do gênero Azospirillum, beneficiem o crescimento da planta por uma combinação de vários mecanismos. No entanto, a inoculação/coinoculação pode ser realizada de formas distintas, gerando diferentes respostas no crescimento, desenvolvimento e produção das culturas. O objetivo desse trabalho é avaliar as formas de inoculação da bactéria simbiótica (Rhizobium) e da bactéria associativa (Azospirillum), de maneira isolada ou coinoculada, no crescimento, nodulação, fixação biológica de N2 atmosférico, nutrição mineral e produtividade de grãos do feijoeiro comum. O projeto de pesquisa será conduzido na Fazenda Experimental Lageado (Local 1) em Botucatu-SP, durante a safra "das águas" dos anos agrícolas 2018/2019 e 2019/2020, e em área comercial de produção de feijão (Local 2), no município de Paranapanema-SP, durante a safra "das águas" do ano agrícola 2019/2020. Os experimentos serão conduzidos no delineamento de blocos ao acaso, com quatro repetições. Os tratamentos serão constituídos por três formas de inoculação com R. tropici, combinadas ou não com quatro formas de inoculação com A. brasilense mais um controle com N, em esquema fatorial 3x4+1, totalizando 13 tratamentos. Em dois dos experimentos, serão inseridos mais dois tratamentos referentes ao fornecimento de N mineral (40 e 80 kg ha-1 de N). Nos estádios fenológicos V4, R6 e R8 as plantas de feijão serão avaliadas quanto ao número e matéria seca de nódulos, crescimento radicular, matéria seca de raízes e parte aérea, teor e quantidade acumulada de N na parte aérea e teor de ureídos nos pecíolos. Já no estádio R6 serão feitas avaliações relacionadas ao índice relativo de clorofila, diagnose foliar e estimativa da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) pela técnica da abundância natural de 15N. Por ocasião do encerramento do ciclo das plantas, serão avaliados os componentes da produção, produtividade de grãos, teor de proteína nos grãos e produtividade de proteína. Os resultados serão submetidos à análise de variância, pelo teste F. As médias dos tratamentos componentes do fatorial serão comparadas, pelo Teste de Tukey a 5% de probabilidade. Por meio do Teste de Dunnett (Pd0,05), os contrastes ortogonais dos tratamentos do fatorial serão comparados com a testemunha. Com esse estudo saberemos se a coinoculação estimula o crescimento da superfície radicular e, consequentemente, aumenta o volume de solo explorado pelas mesmas, e também se essa técnica potencializa a FBN pelo Rhizobium, por meio do aumento da nodulação e/ou pela atividade do nódulo. Será possível também a formação de um posicionamento sólido quanto à(s) forma(s) de inoculação que proporcionam maior eficiência das bactérias. (AU)