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Caracterização metabólica da população de células T Foxp3+ RORgt+ no modelo experimental de Câncer colorretal associado à Colite

Processo: 18/24350-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de junho de 2019
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Niels Olsen Saraiva Câmara
Beneficiário:Marcella Cipelli
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/05264-7 - Metabolismo celular, microbiota e sistema imune: novos paradigmas na fisiopatologia das doenças renais, AP.TEM
Assunto(s):Neoplasias do cólon

Resumo

O Câncer Colorretal (CCR) é responsável pela morte de 700.000 pessoas no mundo todo por ano, sendo o quarto Câncer mais letal. O risco de desenvolvimento desse tipo de Câncer está intimamente associado à alimentação e hábitos de vida do indivíduo, demonstrando maior incidência em pessoas que ingerem carnes vermelhas e embutidos em excesso e que não praticam nenhum tipo de atividade física. Além desses fatores, a colite ulcerativa crônica também vem sendo associada a um aumento no risco de CCR, especificamente ao Câncer Associado à Colite (CAC). Neste caso, fatores inflamatórios estão relacionados com a carcinogênese, progressão da doença e até metástase. Células Th17 e T reguladoras possuem programas metabólicos opostos e desempenham papéis diferentes neste cenário que ainda precisam ser elucidados. Recentemente, uma população de células T Foxp3+RORgt+ foi identificada na região da lâmina própria do cólon, dependente da interação com a microbiota e identificada como um componente imunossupressor em CCR. Entretanto, seu perfil metabólico bem como sua participação durante a progressão de CAC ainda não foi esclarecido. Assim, nossa hipótese de trabalho é que o microambiente inflamatório observado no modelo experimental de CAC seja essencial para a definição do programa metabólico das células T Foxp3+RORgt+, uma vez que se espera que a deleção genética do componente HIF-1a, regulado pela via mTOR em células T Foxp3+ module a susceptibilidade dos animais à doença. Desta forma, neste estudo, esperamos caracterizar metabolicamente, enfatizando as vias de sinalização hoje conhecidas como determinantes na diferenciação das populações Th17 e T CD4+Foxp3+, e, imunologicamente, o papel de células T Foxp3+RORgt+ no modelo experimental de CAC. Esperamos gerar dados inovadores que possam agregar conhecimento a literatura atual e possa condicionar melhores terapias para os pacientes com CAC. (AU)