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Base epigenética da neuroplasticidade no treino da meditação mindfulness

Processo: 19/07274-5
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Medicina Preventiva
Pesquisador responsável:Marcelo Marcos Piva Demarzo
Beneficiário:Daniela Rodrigues de Oliveira
Supervisor no Exterior: Richard J Davidson
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Wisconsin-Madison (UW-Madison), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:17/16155-4 - Desenvolvimento de um programa promoção da saúde baseado em mindfulness para professores (MBHP-educa): avaliação das funções cognitivas e modificações epigenéticas, BP.PD
Assunto(s):Imagem por ressonância magnética funcional   Atenção plena

Resumo

Dados preliminares obtidos do nosso grupo mostraram que os educadores melhoraram significativamente a memória após o treino da meditação mindfulness comparado ao grupo controle. O treino da meditação mindfulness desempenha um papel substancial nas mudanças comportamentais e na função cerebral, com efeitos duradouros. Como esses efeitos duradouros ocorrem tem sido uma questão permanente para o campo. Estudos de neuroimagem (isto é, fMRI) forneceram algumas das respostas a esta questão e, mais recentemente, os mecanismos epigenéticos vieram à tona. Recentemente, o grupo do Professor Davidson descobriu que as práticas de mindfulness regulam as vias inflamatórias por downregulation HDAC2 (histona desacetilase - HDAC tipo 2). A HDAC apresenta um importante papel na regulação dos mecanismos inflamatórios e nos processos cognitivos como por exemplo, a memória. Sabe-se que a overexpressed HDAC2 apresenta efeitos mnemônicos negativos no cérebro relacionados ao bloqueio da expressão gênica relacionados a neuroplasticidade. Com base nisso, nós hipotetizamos que o treino da meditação mindfulness poderia atuar um "agente mnemônico" por aumentar o nível de acetilação das histonas através do bloqueio da HADC2, que por sua vez, levaria ao aumento da expressão de genes relacionados ao mecanismo de neuroplasticidade. Este mecanismo molecular poderia explicar as mudanças neuroplásticas registradas pelo fMRI após o treino da meditação mindfulness. Para compreender o efeito "mnemônico", nós iremos investigar as mudanças do mecanismo de neuroplasticidade por fMRI em toda a extensão do cérebro (em particular interesse, no hipocampo). Os dados obtidos pelo fMRI serão correlacionados com a expressão de genes e proteínas relacionadas ao mecanismo de neuroplasticidade através da técnica de RT2PCR array. Com esse estudo, nós acreditamos encontrar a "chave" para base epigenética da neuroplasticidade após o treino da meditação mindfulness que trará significativos benefícios para a compreensão de diferentes aspectos do bem-estar e da melhora da qualidade de vida. Ainda, fornecerá ferramentas para a implementação de programas de mindfulness no sistema de saúde píblica ao redor do mundo.