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Impacto da entrada da espécie invasora Limnoperna fortunei(Dunker, 1857), mexilhão-dourado, sobre o zooplâncton de reservatórios de pequenas centrais hidrelétricas

Processo: 19/01436-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2019
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:Marcos Gomes Nogueira
Beneficiário:Gabriel Mariano Silva
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Limnologia   Usinas hidrelétricas   Larvas   Limnoperna fortunei   Zooplâncton

Resumo

Nos últimos anos cresceu o número de hidrelétricas no Brasil, sobretudo Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH's). Os represamentos alteram a dinâmica dos ecossistemas fluviais e promovem o crescimento das comunidades planctônicas, aumentando a importância desses organismos no fluxo de matéria e energia. Por sua vez, a introdução e o estabelecimento da espécie invasora de Mollusca Bivalvia Limnoperna fortunei (mexilhão-dourado), pode alterar as condições limnológicas e as interações bióticas (predação, competição) na coluna d’água, devido à presença de uma grande quantidade de larvas livre-natantes. Nesse estudo avaliaremos o efeito do mexilhão-dourado sobre as variáveis limnológicas, composição e estrutura (abundâncias absoluta e relativa, diversidade, uniformidade) das comunidades zooplanctônicas de reservatórios de PCHs. Foram selecionados dois reservatórios no rio Sapucaí-Mirim (norte do Estado de São Paulo), Retiro e Palmeiras. No primeiro, a jusante, a espécie invasora encontra-se plenamente estabelecida a um ano, estando ausente no segundo. O trabalho será feito a partir da coleta e análise de amostras de zooplâncton (arrastos, vertical rede 68 µm), determinação da transparência, profundidade, perfis de temperatura, pH, oxigênio dissolvido, condutividade, turbidez, sólidos dissolvidos e potencial redox. Amostragens serão realizadas em 9 pontos (3 áreas distintas) de cada reservatório, tanto no verão-chuvoso (março 2019) como no inverno-seco (julho 2019). A análise comparativa dos resultados permitirá fazer inferências sobre o impacto da entrada do mexilhão-dourado no sistema.