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Investigação da associação de polimorfismos no gene defensina beta1 (DEFB1)com suscetibilidade à doença periodontal crônica e diabetes mellitus tipo 2

Processo: 18/26367-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2019
Vigência (Término): 31 de maio de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Pesquisador responsável:Raquel Mantuaneli Scarel Caminaga
Beneficiário:Ana Cláudia dos Santos Rios
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOAr). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Diabetes mellitus   Doenças periodontais   Polimorfismo genético   Periodontite crônica   Periodontia

Resumo

São crescentes as evidências sobre a relação de peptídeos antimicrobianos, como asdefensinas, com doenças inflamatórias orais e/ou sistêmicas. A Doença Periodontal (DP), quese caracteriza como a principal causa de perda dentária em adultos, tem caráter multifatorial, com influência da presença de microrganismos periodontopatogênicos, suscetibilidade genética do hospedeiro, reação do sistema imune, hábito de fumar e presença de doenças sistêmicas, como o Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2). Um dos mais importantes antimicrobianos salivares é a defensina² 1, pois atuana manutenção do equilíbrio entre o estado saudável e a condição de doença no ambiente oral. Nos últimos anos, com apoio da FAPESP, nosso grupo de pesquisa verificou quepolimorfismos no gene IL8, como -251(T/A), +396(T/G) e +781(C/T), formando o haplótipo ATC/TTC aumentaram em 2 vezes a suscetibilidade à DP. Tal haplótipo mostrou ser funcional na transcrição e tradução do gene IL8. Atualmente contamos com maior número de pacientes (n=356) com mais detalhado perfil clínico periodontal, que poderão contribuir para a confirmação desses polimorfismos como marcadores genéticos para a periodontite crônica (PC) na nossa população. Assim, o objetivo do presente estudo é investigar a suscetibilidade genética à periodontite crônica associada ou não ao Diabetes Mellitus tipo 2 dada pelos citados polimorfismos no geneDEFB1, como possíveis marcadores genéticos na nossa população. Os pacientes serão divididos em: Grupo A (n=356) pacientes com PC severa ou moderada; e Grupo B (n=356) pacientes com PC leve e periodontalmente saudáveis. Também serão investigados 248 pacientes com DM2 e PC (Grupo DM2_PC); e para comparação dos resultados, serão considerados os pacientes do Grupo A (sem DM2 com PC severa ou moderada; e Grupo B (sem DM2 com PC leve ou periodontalmente saudáveis). Como já contamos com aprovação do Comitê de Ética, possuímos o DNA extraído de todos os pacientes dos Grupos A e B, sendo que os pacientes DM2_PC estão sendo triados. É realizado o exame periodontal completo e detalhado de cada paciente, além da coleta de bochecho com solução de glicose, para que seja feita a extração do DNA por Acetato de Amônia 8M. A candidata à Bolsa já tem trabalhado há 2 anos na realização do Banco de Dados dos pacientes e está auxiliando na extração de DNA. Cada polimorfismo será investigado por meio de reações de PCR (Polimerase Chain Reaction) em Tempo Real, utilizando o sistema de genotipagemTaqMan® (Thermo Fisher). O processamento dos dados provenientes das genotipagens e o cálculo das frequências alélicas (MinimumAlleleFrequency - MAF) dos polimorfismos serão realizados, assim como o equilíbrio de Hardy-Weinberg e o grau de desequilíbrio de ligação entre os SNPs. A análise de regressão logística múltipla será realizada buscando-se ajustar os resultados às variáveis como idade, gênero e tabagismo, utilizando o programa R. Os resultados estatísticos serão corrigidos para múltiplos testes utilizando a correção de Bonferroni. Espera-se com este trabalho comprovar a possível eficácia desses polimorfismos como marcadores genéticos para periodontite crônica em associação ou não ao DM2.