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Síntese histórica e marxismo no trabalho de Emília Viotti da costa dos anos 1960 a 1980 a partir das obras da Senzala à colônia e da monarquia à República

Processo: 19/04435-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2019
Vigência (Término): 31 de maio de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - Teoria e Filosofia da História
Pesquisador responsável:Thiago Lima Nicodemo
Beneficiário:Clara Monteiro Schuartz
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Marxismo   Teoria da história

Resumo

A pesquisa proposta busca analisar a trajetória da historiadora Emília Viotti da Costa sob a perspectiva da história da historiografia e teoria da história brasileira. Assim a análise se situa a partir de dois trabalhos da autora inseridos nas décadas de 1960/1970: Da senzala à colônia, de 1966; Da monarquia a república, de 1977. Entendidos aqui como dois projetos que se aproximam de uma síntese histórica dentro da produção de Emília Viotti da Costa, autora de importante relevância em discussões sobre historiografia e sobre escravidão e formação da república no Brasil.Assim, entendendo que a autora escreve sobre a ótica do marxismo brasileiro, a pesquisa visa compreender como que esta relaciona o marxismo com a construção da síntese, herdeira dos grandes ensaios sintéticos construídos nos anos 1930. Nesse sentido, síntese histórica aqui é entendida como o esforço de se construir um trabalho de história que apanhe um sentido maior dos processos, não se limitando à enumeração e organização da cronologia dos fatos históricos, características que de alguma forma aparecem no trabalho de Viotti.A partir da análise de como a autora se apropria do marxismo, suas influências dos ensaios históricos da década de 1930 e sua condição como mulher, historiadora e perseguida política na ditadura, o trabalho busca compreender como estes fatores contribuem na construção de suas obras, relacionando-as com seus trabalhos de revisão produzidos nos anos 1980, inserindo portanto a autora dentro do universo da história da historiografia, este que ainda carece da análise e pesquisa sobre produções femininas no Brasil.