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Efeitos da meta-clorofenilpiperazina (mCPP) sobre a autolimpeza e alternância espontânea em ratos: influências do sexo e do ciclo estral

Processo: 19/04351-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2019
Vigência (Término): 31 de maio de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Fisiológica
Pesquisador responsável:Amanda Ribeiro de Oliveira
Beneficiário:Leticia Mitsuko Taguchi
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Psicobiologia   Modelos animais   Fluoxetina

Resumo

O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é caracterizado por obsessões e/ou compulsões que causam grande sofrimento aos portadores, que sentem a necessidade de realizar ações ritualísticas recorrentes e persistentes. As bases neurais subjacentes ao TOC precisam ser melhor investigadas, considerando-se, por exemplo, as importantes diferenças existentes em termos de prevalência, severidade e sintomatologia entre homens e mulheres. Sendo o agonista serotoninérgico mCPP utilizado como ferramenta na tentativa de explorar a relação entre a transmissão serotoninérgica e o TOC, o presente estudo pretende contribuir para a padronização de um modelo animal promissor, tendo como objetivos avaliar os efeitos da administração aguda e repetida da mCPP sobre a autolimpeza e a alternância espontânea. Para tanto, ratos Wistar machos e fêmeas (proestro e diestro tardio) receberão intraperitonealmente salina ou mCPP nas doses de 0,1, 0,5 ou 1,0 mg/kg, de forma aguda (Experimento 1) ou repetida (Experimento 2). Os animais terão seu comportamento de autolimpeza avaliado e, na sequência, serão submetidos ao teste de alternância espontânea. No Experimento 3, a administração crônica de fluoxetina (21 dias, 10 ou 20 mg/kg) será utilizada na tentativa de bloquear os efeitos da mCPP observados nos experimentos 1 e 2. É esperado que: a) tanto a administração aguda quanto repetida da mCPP exacerbe o comportamento de autolimpeza e prejudique a alternância espontânea, porém, com efeitos mais robustos para administração repetida; b) as fêmeas na fase de diestro tardio apresentem o comportamento de alternância espontânea mais suscetível aos efeitos do tratamento com mCPP; e c) a administração crônica de fluoxetina bloqueie os efeitos produzidos pela mCPP tanto na autolimpeza quanto na alternância espontânea. Achados nessa direção indicariam que este seria um modelo animal mais promissor para o estudo do TOC.