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De outros ratos e outras humanidades: uma etnografia das relações entre ratos e humanos nas aldeias Guarani-Mbya no Jaraguá (São Paulo/SP)

Processo: 19/03297-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2019
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Etnologia Indígena
Pesquisador responsável:Felipe Ferreira Vander Velden
Beneficiário:Bruno Silva Santos
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Comunidade indígena   Cotidiano   Criação animal   Interação homem-animal   Guarani Mbya   América do Sul
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:guarani-mbya | Jaraguá | Ratos | relações humano-animal | Relações humano-animal

Resumo

A presença de animais de companhia e de criação no cotidiano das sociedades indígenas na América do Sul vem sendo descrita por uma crescente bibliografia antropológica, e despertado o interesse de etnólogos trabalhando junto aos povos Guarani. No entanto, deve-se destacar que pouco se sabe em relação à vida de certas espécies companheiras: os animais sinantrópicos introduzidos nas aldeias, como ratos, pombos e baratas. Nesse sentido, o objetivo desta pesquisa é realizar uma etnografia das relações entre os Guarani-Mbya e os ratos sinantrópicos no Jaraguá (São Paulo/SP), dedicando-se a compreender o modo como este coletivo percebe, conhece, classifica e se relaciona com esses seres. Esse objetivo geral desdobra-se em uma ampla recensão bibliográfica sobre a presença desses roedores introduzidos em aldeias indígenas, além de uma revisão crítica das categorias de sinantropia e da relação entre exótico/introduzido e nativo. Ademais, busca-se compreender como, do ponto de vista Guarani-Mbya, a categoria doença do rato pode fazer referência a processos em que humanos e não humanos relacionam-se de formas alternativas àquelas enfatizadas pela descrição biomédica das zoonoses. A partir disso, espera-se compreender o que são, o que podem e o que fazem os ratos nas aldeias Guarani-Mbya no Jaraguá - contribuindo, assim, para aprofundar o conhecimento antropológico, zoológico e ecológico das relações entre coletivos humanos e esses roedores. (AU)

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