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Desigualdade de renda, atividade econômica e instrumentos de política econômica: uma abordagem pós-keynesiana

Processo: 18/21762-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia - Teoria Econômica
Pesquisador responsável:Carolina Troncoso Baltar
Beneficiário:Lílian Nogueira Rolim
Instituição-sede: Instituto de Economia (IE). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Economia keynesiana   Distribuição de renda   Desigualdade de renda   Atividade econômica   Política econômica   Economia do Brasil   Taxa de juros   Taxa de câmbio   Inflação

Resumo

O objetivo da tese é desenvolver um modelo baseado em agentes que inclua agentes heterogêneos e trate a distribuição de renda enquanto uma variável endógena, além de incluir elementos pertinentes à economia brasileira que podem explicar a dinâmica da distribuição de renda no país (por meio da relação entre taxa de juros, taxa de câmbio, inflação e instrumentos de transferência de renda). A partir de lacunas identificadas no tratamento da dinâmica da distribuição de renda e de seu efeito sobre a atividade econômica na literatura pós-keynesiana, a tese buscará responder se o tratamento da distribuição de renda como variável endógena permite que se capte a interação entre instrumentos de política econômica (salário mínimo, seguro desemprego, tributação e política monetária) e variáveis macroeconômicas que possuem efeito redistributivo, indicando, assim, certas nuances na dinâmica da distribuição de renda e de sua relação com a atividade econômica. A hipótese do trabalho é que, por um lado, um forte efeito pass-through do câmbio para os preços atenuaria o caráter concentrador de renda de elevações da taxa de juros (devido à apreciação da moeda doméstica que segue e que tem efeito negativo sobre as margens de custos aplicadas aos preços e sobre a inflação) e, por outro lado, instrumentos de redistribuição de renda sob controle do governo também atuariam para desconcentrar a renda. Entretanto, essas variáveis e instrumentos afetariam de modo distinto os diferentes grupos, de modo que a magnitude do efeito de cada instrumento sobre a distribuição de renda e, por meio desta, sobre a atividade econômica estaria sujeita à estrutura social da economia. O entendimento do efeito distributivo das variáveis selecionadas e de sua interação durante e com o ciclo econômico pode auxiliar políticas públicas mais eficazes em conciliar crescimento econômico e redistribuição de renda. Ao considerar elementos importantes à economia brasileira, o estudo visa evidenciar mecanismos que podem operar em tal economia e, assim, subsidiar análises a respeito de instrumentos de política econômica que alterem a distribuição de renda e seu efeito sobre a atividade econômica nesta economia. (AU)