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Anticorpos monoclonais recombinantes para uso terapêutico

Processo: 19/10724-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de junho de 2019
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Ana Maria Moro
Beneficiário:João Victor Batalha de Carvalho
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/15611-0 - Anticorpos monoclonais recombinantes para uso terapêutico, AP.TEM
Assunto(s):Biotecnologia   Anticorpos monoclonais   Usos terapêuticos   Biblioteca gênica   Antígenos CD3   Reação em cadeia da polimerase em tempo real

Resumo

O CD3 e um conjunto de cadeias proteicas associadas as cadeias do TCR±:² na membrana de linfócitos T. O complexo CD3 e essencial para a ativação das células T e até mesmo para a correta expressão do seu TCR. Anticorpos monoclonais (mAbs) anti-CD3 possuem grande potencial para tratamentos de doenças autoimunes e indução de tolerância em transplantes alogenicos. O mAb anti-CD3 original, produzido por um hibridoma murino, tem limitação de uso terapeutico pela capacidade de provocar reações adversas como proliferação de células T e secreção de citocinas pró-inflamatorias, como IFN-c e TNF-±. Para evitar problemas associados a imunogenicidade das moléculas não-humanas, vários mAbs anti-CD3 passaram por metodologias de humanização. O uso experimental de mAbs anti-CD3 humanizados tem sido associado a um aumento de linfócitos T reguladores (Treg) e de citocinas relacionadas com um perfil imunorregulador como TGF-² e IL-10. Para testar o potencial imunorregulador de um anti-CD3 humanizado a partir de hibridoma reclonado no Instituto Butantan, São Paulo - SP, este projeto propõe ensaios in vitro com linfócitos obtidos do sangue periferico humano que serão estimulados com o anticorpo humanizado. O perfil regulador x pró-inflamatorio dessa molécula será avaliado pela sua capacidade de reduzir a proliferação células de linfócitos T efetores e aumentar a população de células Tregs apos o estimulo. O padrão de citocinas secretadas sera avaliado por citometria de fluxo, assim como a expressão de genes pró-inflamatorios/reguladores por PCR em tempo real. Tregs induzidos pelo anti-CD3 serão testados em um ensaio in vitro de inibição de linfócitos efetores humanos. Todos os experimentos serão comparados com o correspondente murino original, com a expectativa de obtenção de resposta reguladora induzida pela molécula humanizada. (AU)